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Gustavo Ratones, shaper da Rats Race, a prancha usada por Arthur Santacreu na conquista da inédita medalha de ouro no Mundial da ISA, troca uma ideia com nosso editor. Confira a entrevista.

Arthur Santacreu com sua agora mundialmente famosa Rats Race Sprint. Foto: Tiago Barra

A inédita medalha de ouro de Arthur Santacreu na prova de SUP Sprint durante o Mundial da ISA teve um sabor ainda mais especial para a torcida brazuca. Afinal, a prancha que estava sob os pés de Tuca é 100 % brasileira.
A conquista atraiu olhares de fora para o quê os nossos shapers estão produzindo por aqui e pode mudar a lógica em relação ao comércio de pranchas race nacionais, especialmente em um momento em que a renovação dos quivers, por conta da elevação 14 pés ao status de categoria Elite.
Na entrevista a seguir, Gustavo Ratones, o shaper por trás da Rats Race, fala sobre esse e outros assuntos.

Qual a sensação de ver uma prancha feita por você nos pés do campeão mundial de SUP Sprint?

Sensação de dever cumprido e muita felicidade, lógico. Resultado de um trabalho de pesquisas, experimentos e muita dedicação.

Você acredita que o título do Tuca irá aumentar a demanda por pranchas de SUP race fabricadas no Brasil?

Acho que sim. Já tenho quase 300 races fabricadas e algumas destas pranchas estão fora do Brasil. Ainda um número pequeno, mas vem crescendo a procura das minhas pranchas por clientes de fora do país, e acredito que isso se deve ao meu trabalho e claro, pelos atletas que vêm usando minhas pranchas e dando visibilidade. E agora com essa vitória do Tuca, a visibilidade vai ser ainda maior!

Arthur Santacreu e Michael Booth disputam a raia durante a semifinal da prova de Sprint, onde o brasileiro conquistou a medalha de ouro de forma brilhante. Foto: ISA / Jimenez

Soube que muitos atletas ficaram intrigados com o outline da prancha que o Tuca usou, por ser diferente de uma prancha de Sprint convencional. Poderia comentar como se deu o processo de criação dessa prancha?

Essa prancha foi desenvolvida em parceira com o Tuca para o mundial de Sprint na Dinamarca no ano passado, em que ele ficou em 3°, e realmente foi uma prancha muito falada.

Ela foi criada para plainar bastante nesses 200 metros. Com bico largo e concave acentuado que vai do bico até quase a rabeta, a idéia foi criar um fluxo de ar para ajudar a prancha a plainar e andar bem por cima da água!

Em 2019 teremos a mudança no tamanho das pranchas de 12’6” para 14 pés na Elite Race do Brasileiro, você acredita poderemos ter aí uma retomada no mercado dessas pranchas? 

Essa mudança já está aquecendo o mercado! Já tenho feito bastante 14’ para próxima temporada e ainda estou conseguindo entregar em um bom prazo, mas com certeza esse prazo de entrega vai subir em breve devido a grande demanda. E por outro lado, as pranchas 12’6″ usadas vão estar disponíveis a preços mais acessíveis, já que o mercado de ofertas também deve aumentar.

O criador indo para a água testar as suas criaturas. Foto: Arquivo Pessoal

Na sua opinião, o que não pode faltar em uma boa prancha de SUP race?

Coerência e harmonia nas linhas e curvas. A curva de fundo (rocker) para mim é o principal fator para ter uma boa prancha, pois não adianta ficar fazendo loucuras no trabalho de fundo (duplos e triplos concaves, canaletas, entre outras coisas que venho observando nas pranchas) e não ter uma curva de fundo (rocker) eficaz.

Medidas da prancha usada por Arthur Santacreu na conquista da medalha de ouro: 12’6″ x 21″3/4.

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