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Mark Twain e Jack London, os primeiros escritores a entenderem o surfe e a cultura polinésia

Banida do Havaí pelos colonos missionários no início do século XX, a arte de surfar ondas foi revitalizada através dos textos de escritores consagrados como Mark Twain e Jack London
jack london relata o surfe no Havaí do anos 1900
Jack London: “Ele está voando pelo ar, rápido como a onda em que está.” Foto: The Jack London Society.

A primeira vez em que o Ocidente teve contato com o surfe e a cultura polinésia foi através dos relatos da famosa viagem do navegador inglês James Cook que, ao chegar ao Havaí em 1778, tornou-se o primeiro europeu a registrar as formas de interação dos nativos havaianos com o mar e as ondas.

Mas quem foram os primeiros grandes escritores da história a vivenciarem essa cultura e descreve-la através de seus textos incríveis?

É preciso lembrar que entre o final do século XIX e início do século XX, elementos da cultura havaiana, como o surfe, foram praticamente banidos das ilhas, pois eram considerados imorais pelos missionários colonos que então passaram a ocupar o Havaí.

No entanto, ícones da literatura e aventureiros natos, como Mark Twain e Jack London, não apenas ajudaram a revitalizar a cultura havaiana antiga, mas, também, se tornaram alguns dos primeiros “haoles” a experimentar a sensação de deslizar pelas ondas.

Seus textos ajudaram a despertar nos ocidentais uma visão idílica da cultura polinésia e pavimentaram o caminho para que Duke Kahanamoku popularizasse o surfe e a cultura polinésia ao redor do mundo.

Leia abaixo alguns desses maravilhosos relatos.

Mark Twain (1835 – 1910)

Mark Twain
Mark Twain: “Ele lançava a prancha sobre a crista espumosa e ele próprio sobre a prancha.” Foto: Reprodução

Escritor norte-americano e crítico do racismo. É mais conhecido pelos romances “As aventuras de Tom Sawyer” (1876) e, principalmente, pela sua sequência “As aventuras de Huckleberry Finn” (1885), este último frequentemente chamado de “O Maior Romance Americano”.

Twain conheceu o surfe em 1872, enquanto visitava o que era então o Reino do Havaí.

Em seu diário de viagem semi-autobiográfico, “Roughing It”, que serviu de prévia para seu primeiro livro, “A Viagem dos Inocentes”, ele escreveu:

“Em um lugar encontramos uma grande companhia de nativos nus, de ambos os sexos e de todas as idades, divertindo-se com o passatempo nacional do banho de surfe. 

Cada pagão remaria a trezentos ou quatrocentos metros para o mar (levando consigo uma prancha curta), depois esperaria uma onda particularmente prodigiosa; no momento certo, lançava a prancha sobre a crista espumosa e ele próprio sobre a prancha, e ali passava zunindo como uma bomba! 

Não parecia que um trem expresso pudesse disparar a uma velocidade mais arrepiante. Tentei tomar banho de surfe uma vez, posteriormente, mas não consegui. 

Coloquei a prancha no lugar certo e no momento certo também; mas perdi a conexão. A prancha atingiu a costa em três quartos de segundo, sem carga, e eu bati no fundo na mesma hora, com um par de barris de água em mim. Ninguém, a não ser os nativos, domina completamente a arte do banho de surfe.”

Jack London (1876 – 1916)

Jack London e sua esposa em Waikiki, no início do século XX
Jack London e sua esposa em Waikiki, no início do século XX. Foto: The Jack London Society.

Jornalista, escritor e ativista social norte-americano, Jack London foi um dos primeiros romancistas a tornarem-se uma celebridade mundial somente com suas histórias.

Entre suas obras mais conhecidas, estão “O chamado da natureza”, “Caninos brancos” e “O Lobo do Mar”.

Em 1907, London escreveu sobre a experiência de ter observado crianças nativas surfarem na praia de Waikiki, no Havaí, enquanto navegava pelo Pacífico à bordo de um veleiro.

Em “O cruzeiro do snark”, o escritor descreveu o surfe da seguinte forma:

“E de repente, lá fora, onde um grande volume de água fumante ergue o céu, erguendo-se como um deus do mar da confusão de espuma e de um branco agitado, na crista vertiginosa, derrubada, saliente e decadente, precária aparece a cabeça escura de um homem. 

Rapidamente ele se levanta através do branco correndo. Seus ombros negros, seu peito, seus lombos, seus membros – tudo é projetado repentinamente na visão de alguém. 

Onde, no momento anterior, havia apenas a ampla desolação e o rugido invencível, agora há um homem, ereto, cheio de estatura, sem lutar freneticamente naquele movimento selvagem, não enterrado, esmagado e golpeado por aqueles poderosos monstros, mas de pé sobre todos eles, calmo e soberbo, equilibrado no cume vertiginoso, os pés enterrados na espuma agitada, a fumaça salgada subindo até os joelhos, e todo o resto no ar livre e na luz do sol, e ele está voando pelo ar, voando para a frente, voando rápido como a onda em que ele está. 

Ele é um Mercúrio – um Mercúrio moreno.

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London usou seu prestígio como escritor para apoiar a criação do Outrigger Canoe Club, primeiro clube de canoa havaiana da história. Foto: Duke Foundation

As crianças polinésias fizeram o surf parecer simples para o escritor que, fascinado, tentou, sem sucesso, correr uma onda em pé.

Foi então que Alexander Hume Ford aproximou-se de London para prestar-lhe ajuda.

As dicas, muito bem-vindas, ajudaram o escritor a então surfar sua primeira onda:

“’Saia dessa prancha’, disse Ford. Olhe para o jeito que você está tentando montá-la! Pegue minha (prancha). É do tamanho certo para um homem.

… E dentro de meia hora eu era capaz de começar a surfar sozinho. Fiz isso várias vezes, e Ford aplaudiu”, descreveu London, naquele que é considerado o primeiro relato sobre a arte de correr ondas escrito em primeira pessoa.

E enquanto Twain comportou-se como um outsider descrevendo uma cultura exótica pela qual ficara fascinado, London mergulhou fundo na cultura polinésia de correr ondas.

Na temporada em que permaneceu em Oahu, o escritor passou a surfar constantemente e, inclusive, ajudou a salvar uma turista que estava se afogando em Waikiki.

Alguns anos mais tarde, outros escritores consagrados, como Tom Wolfe e Agatha Christie, também escreveriam sobre o surfe, mas London e Twain foram os pioneiros.

Uma curiosidade final foi o fato de que apoiado por London, Alexander Hume Ford formaria, pouco tempo depois, o Outrigger Canoe Club, primeiro clube de canoa havaiana da história, e considerado um marco no renascimento do surfe e da cultura de praia havaiana.

Fontes: Jack London, uma vida (Alex Kershaw, Ed. Saraiva); The Encyclopedia of Surfing (Matt Warshaw); theinertia.com; thescuttlefish.com.
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About the author

Luciano Meneghello

Luciano Meneghello

Luciano Meneghello é Editor-chefe do Aloha Spirit Club. Pioneiro na produção de conteúdo direcionado a esportes de água como SUP, va'a e paddleboard, foi fundador da Revista Fluir Standup e do site SupClub e tem artigos publicados em diversos veículos do segmento, como revista Go Outside, Alma Surf, site Waves, entre outros.

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