Balanço da V1RJ 2019

Fabio Valongo, um dos organizados da V1RJ, fala sobre os bastidores e a realização da prova va’a dedicada exclusivamente a canoas V1, realizada no último final de semana em Niterói (RJ)
canoas havaianas alinhadas na praia de Niterói
50 canoas V1 alinham-se para a largada da V1RJ. Número de inscritos surpreendeu aos organizadores. Foto: Patricia Vita/ V1RJ 2019

Quando eu e o Fabiano (Faria) pensamos em organizar um prova somente de V1, a primeira coisa em que pensamos foi: “Vamos fazer como as provas que costumamos participar no exterior!”

Provas como as do Havaí e França (Vendee Va’a). Não simplesmente uma corrida, mas uma confraternização dos atletas com macarronada e cerveja no final; um bom som, uma boa estrutura e muitos prêmios para os atletas!

Em 2018 foi assim, com a participação de 20 competidores, e esse ano tivemos que limitar em 50 participantes, tendo ainda mais de 15 remadores na fila de espera.

medalha de prova de canoagem
Medalha de conclusão da V1RJ. Foto: Reprodução

Muitas pessoas nos perguntaram: “Por que não abrem logo para mais de 50?”. E a resposta é simples: fizemos um orçamento e a parte legal toda da prova pensando em um máximo de 50 atletas. Não esperávamos que isso fosse ocorrer, então cumprimos com o que nos propusermos a fazer: segurança e qualidade para o remador.

Quando falamos de parte legal, queremos dizer que as autorizações dos órgãos fiscalizadores foram obtidas informando a quantidade de atletas na água e o suporte todo de segurança para eles. Uma Ambulância UTI, cinco barcos e duas pick-ups para resgate em terra. Inclusive a autoridade máxima nesse quesito – a autorização da Marinha (Capitania dos Portos). E assim batemos o martelo e não abrimos para mais de 50.

Preparação para V1RJ 2019

Canoas polinésias no mar vistas do alto.
Remadores de V1 deram um colorido especial às águas de Nitreói. Foto: Patricia Vita/ V1RJ 2019

Dez dias antes da prova, eu, Fabiano e o diretor de prova, Douglas Moura, começamos a analisar as condições e ali já percebemos que provavelmente seriam extremas. Desse momento em diante começamos a cogitar o plano B ou C – essa participação do Douglas foi primordial, pois, além de remador e fundador CEM – Centro de Estudos do Mar, é uma pessoa altamente capacitada para a função.

No sábado, dia da prova, Douglas foi de barco logo cedo percorrer os pontos principais e checar as condições. Viu que realmente deveríamos mudar o percurso, levando sempre em consideração a segurança. Partimos então para o plano B, fazer um downwind, upwind e finalizando em outro downwind. Uma boa notícia foi a confirmação de que poderíamos manter a passagem pelo canal entre a Ilha Menina e o Morro das Andorinhas, canal estreito, com pedras e bem balançado.

Largada de prova de canoa havaiana V1RJ na praia
A largada da prova foi feita da areia. Foto: Patricia Vita/ V1RJ 2019

Dada a largada da areia, (outro ponto que é uma de nossas prioridades para manter a mesma linha de provas internacionais), em menos de 1 km chegamos a este canal. No briefing informamos sobre a dificuldade de passagem nesse ponto, pedindo aos atletas que aliviassem, mantendo, no máximo, três canoas paralelas umas às outras. E foi tenso. Entravam ondulações grandes no canal, com o mar muito mexido!

Daí em diante começou a alinhar o downwind, passando pela praia de Itacoatiara (onde originalmente teria uma boia perto da praia, cancelamos para poder seguir direto para a praia Itaipuaçu favorecendo a linha do downwind.

Visual da raia. Foto: Patricia Vita/ V1RJ 2019

Nesse momento o vento sudoeste começou a aumentar e trouxe a chuva. Chegando em Itaipuaçu, onde originalmente teríamos também que contornar a pedra do Oratório, um dos barcos de apoio ficou como boia a uns 3 km ao longo da praia, deixando a prova com um downwind ainda maior.

Então veio a boia, ou seja, a volta no barco, e um upwind forte de cerca de 10 km. Sudoeste forte, ondulação grande e mexida contra, chuva na cara e muita nebulosidade. Parte extremamente técnica e que exige muita concentração. Com certeza desafiadora para todos os competidores e uma parte determinante para muitas colocações na prova.

Chegando na Ilha Pai, parte final do upwind, contornamos essa ilha e mais uma vez veio o downwind em direção a chegada na praia de Itaipu. Mas este já nem tão fácil assim pela corrente que temos normalmente nesse ponto, mas foi muito divertido, com muito surfe e bem técnico.

canoas havaianas remam no mar de niteroi durante a v1rj 2019
A prova ofereceu condições de upwind e downwind. Foto: Patricia Vita/ V1RJ 2019

Boia na alinhada na praia e a chegada onde todos os Atletas eram recebidos com a medalha de participação da V1RJ.

E como parte da agora tradição dessa prova, a macarronada preparada pelo meu pai, Seu Altino!

Foi uma festa bonita, comemorada por todos remadores, que participaram ainda de sorteios de muitos brindes.

“Podemos dizer que é uma prova que tem a cara do atleta. Feita de remador para remador”.

Com o objetivo alcançado esse ano, em 2020 miramos ainda mais alto na valorização dos competidores.

Agradecemos a todos os atletas e apoiadores do evento. Vocês nos deram a oportunidade de fazer uma prova que sonhamos sempre em realizar no Brasil: só V1, com uma macarronada no final e muita energia positiva!

Resultados V1RJ

Open Feminino

Pódio Open Feminino.

1 – Giselle Leal

2 – Raysa Ribeiro

3 – Luiza Perin

Master Feminino

Pódio Master Feminino.

1 – Silvia H. Martins

2 – Patricia Beviacqua

3 – Ana Paula Amorin

Open Masculino

Pódio Open Masculino.

1 – Reginaldo Birkbeck

2 – Igor Lourenço

3 – Gabriel Mattos

Master Masculino

Pódio Master Masculino

1 – Carlos Ribeiro Chinês

2 – Felipe Neumann

3 – Mauro Fernandes

Galeria de imagens

Patrocinadores:

SGA, Toyota e Viper

Apoiadores:

Puro Suco, Emporio Verde, Guarderia Itaipu Surf Hoe, Vogah, Hospital Icarai, Oviri, Kona Brewing, Secretaria de Esportes de Niterói, Resex, Marinha de Itaipu.

Realização:

Itaipu Surf Hoe

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