SUP Extremo | Expedição ‘teste’ na Represa de Atibainha – 32 Km

Para testar um formato para as expedições do SUP Extremo, os remadores Ricardo Padovan e Ulisses Bicudo realizam uma expedição pelas águas da Represa de Atibainha no interior de SP


Ricardo Padovan e Ulisses Bicudo. Foto: Reprodução

No final de abril os remadores Ricardo Padovan e Ulisses Bicudo caíram na água para testar o novo formato das expedições Sup Extremo. Testaram equipamentos, procedimentos e a logística necessária para que as futuras travessias sejam cada vez mais auto suportadas, principalmente em remadas de longa distância de mais de um dia. Confira o relato de Ricardo Padovan:

Aproveitando o privilégio de morar em um país tropical, resolvemos trocar os quilos de uma barraca pelas gramas de uma rede. Além disso, trocar os seis litros de água, por um litro do reservatório e utilizar um filtro de água de bolso.

Todo esse novo formato de expedição seria testado nesta trip, colocando todas as ideias a uma prova prática.

Organização dos equipamentos que seriam utilizados na expedição. Foto: Reprodução

As 5h00 do sábado Ulisses Bicudo partiu de Sorocaba (SP) rumo a Salto (SP) para carregarmos meu SUP e equipamentos e irmos juntos para a represa. Chegamos por volta das 9h00 na represa. Colamos nossos novos adesivos que ficaram prontos, demos aquela última conferida e, após ficar quatro meses sem remar na água, iniciamos o trecho de cima da ponte da represa de Atibainha.

O lugar é maravilhoso e faz parte do sistema da Cantareira, que engloba várias represas que fazem suas conexões se interligando por gravidade para o abastecimento das cidades vizinhas e da grande São Paulo. São trechos de mata bastante preservada, quase não se vê lixo, com águas bem claras e um pouco geladas.

Foto clássica da saída com as pranchas devidamente montadas ao fundo.

Toda a subida da represa foi em condições de upwind, vento de frente, mas sem rajadas. Situação de maior exigência, porém, necessária para nos condicionarmos para o que der e vier. O clima de remada do time é maravilhoso, espírito de equipe sempre. E se notamos que alguém começa a sobrar, o remador da frente já alivia. As risadas são nossas companheiras durante praticamente todo o percurso.

Após passarmos por debaixo da primeira ponte, passamos por um vertedouro, que deve ser o local que recebe a água da represa de Bragança Paulista, com volume de água que impressiona. Encontramos apenas um remador de SUP e mais uns seis pescadores de caiaque – visto que a represa tem esse potencial da pesca esportiva.

Na segunda ponte entramos em um corredor estreito de vegetação, inclusive comentávamos que se quiséssemos voltar seria difícil de virar o SUP. Mas seguimos adiante, instigados pelo distante barulho de outra cachoeira.

A pequena cachoeira descoberta pelos remadores. Foto: Reprodução

Valeu a pena, era uma pequena cachoeira, um rio que desembocava se dividindo em dois e mais uma vez a preservação da mata nos encantava.

Neste trecho já estávamos com 15 Km e aproveitamos para nos hidratar e suplementar, e seguimos procurando um local pra montar as redes e fazer os testes dos equipamentos. Após mais 2 km encontramos em local interessante, não exposto para quem estava dentro, e embrenhados na mata para montar o acampamento.

O teste da rede e do mosquiteiro foi perfeito – sendo prático, leve e fácil de montar. O teste do filtro purificador de bolso foi perfeito também, pois não somente é possível utilizá-lo como um canudo, como também para filtrar sob gravidade para vários reservatórios – não foi observado nem cheiro e nem gosto na água filtrada. A utilização deste purificador vai ser essencial para diminuirmos o volume e peso dos recipientes de água em uma longa expedição.

Ricardo Padovan preparando o almoço. Foto: Ulisses Bicudo

O teste do fogareiro e material de cozinha também foi perfeito, sendo muito prática a sua utilização. Como teste fizemos um macarrão instantâneo, com queijo e salame, nos hidratamos com isotônicos e de sobremesa comemos paçoca de amendoim.

Após quase uma hora de contos de causos demos uma deitada de 30min nas redes já instaladas. Despertamos, tomamos um capuccino e rapidamente desmontamos o acampamento com muito cuidado para deixar a mata da maneira que encontramos, sem lixo ou vestígios.

Voltamos a remar, contemplando aquela bela tarde. O calor forte do sol era refrescado com alguns mergulhos naquelas águas límpidas. Em meio a piadas e cantorias progredíamos a caminho do local onde iniciamos a remada.

Parada para alimentação. Foto: Ricardo Padovan

Para finalizar, com 32 km ainda tivemos aquele lindo pôr do sol, onde o momento era de agradecimento por mais um dia abençoado. Meta alcançada, equipamentos e formato de acampamento aprovado – além da parceria fortalecida.

 Agora é seguirmos firmes para colocar em prática os diversos projetos de Travessias e Expedições SupExtremo.

Gostaria de agradecer aos nossos apoiadores e ao Ulisses Bicudo pela companhia. Aguardem que em breve estaremos de volta com mais uma travessia! Alohaaaaa! Siga @supextremo no Facebook e Instagram!

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