Aloha Spirit Ilhabela | Balanço do dia 01

Chegada épica na OC6, disputas acirradas e emocionantes marcam o início do Aloha Spirit, em Ilhabela.Confira um balanço do primeiro dia de disputas
Após remarem por 20 km Brucutus e Posseidom cruzam a linha de chegada “proa a proa”. Foto: Fabio Maradei

Um dos três maiores festivais de esportes aquáticos do Mundo, o Aloha Spirit Festival começou em grande estilo, neste sábado (13), em Ilhabela, litoral norte de SP, com disputas acirradas e muita emoção. Reunindo 1.500 atletas de 18 estados e também de outros países, como Argentina e Estados Unidos, o evento é uma grande festa esportiva, com diversas modalidades realizadas na água, como stand up paddle (SUP), va’a, também conhecido como canoa havaiana, natação em águas abertas, waterman e a novidade, uma corrida de montanha.

VÍDEO DO DIA 01 – AQUI

Uma das provas que garantiu maior emoção e levantou o público na areia foi a overall va’a, com uma chegada empolgante com a Brucutus, de Bertioga, vencendo a Poseidon, de Santos, por meio metro, após uma batalha de remadas no trecho final da disputa de 20 km. A Poseidon abriu boa vantagem, mas a Brucutus tirou a diferença, chegou junto, as duas canoas chegaram a se tocar e as duas remaram emparelhadas por um bom tempo, com a definição só na linha de chegada.

Competidores do SUP Race cruzam a primeira boia. Foto: Luciano Meneghello

As duas equipes já haviam feito uma grande disputa na Volta à Ilha de Santo Amaro, no final do mês passado, com vitória dos santistas. “Acho que a raça, a amizade e o comprometimento foi o que mais contou para a gente chegar neles. A nossa remada é bem tranquila, cadenciada. Mantivemos o ritmo durante toda a prova e nos 20% demos além do que podíamos, porque a equipe deles é muito forte, não houve queda de rendimento, nós que avançamos para cima”, vibrou o capitão Everdan Riesco.

Vale destacar que a Brucutus é a equipe mais antiga do Brasil na canoa havaiana. Além de Riesco, um dos mais, senão o mais experiente do País, os campeões em Ilhabela remaram com Cadu Zaidan Renato Bigorna, Douglas Dias, Tenilson Aragão e André Camilo. “Eu aprendi com o Fábio (Paiva, que trouxe as canoas para o Brasil), que quando está atrás, você tem de arriscar. Eu arrisquei de jogar para o raso. Foi ousadia, até porque podíamos encalhar, mas deu certo”, emendou Riesco.

No SUP, em disputa válida pelo ranking mundial, Luiz Guida, o Animal, e Lena Ribeiro, mostraram muita força e técnica e venceram a prova de longa distância. No masculino, a vitória foi com larga vantagem, enquanto que entre as mulheres, a definição foi nos metros finais, após uma competição acirradíssima, com a brasileira superando a norte-americana Fiona Wylde, campeã mundial da modalidade.

Pelotão de Elite do Feminino: Jessika ‘Moah’, Fiona Wylde e Lena Ribeiro. Foto: Luciano Meneghello

Animal aproveitou algumas ondulações e conseguiu abrir uma diferença de mais de dois minutos sobre os rivais, entre eles, Artur Santacreu, campeão mundial e Sprint Race, no ano passado, que chegou em segundo lugar, colado com o jovem talento Guilherme Cunha. Na feminina, Lena fez uma boa estratégia de marcar as rivais e atacou no final, chegando apenas seis segundos à frente de Fiona, com Jessika Matos de Souza, a Mo, em terceiro.

Foi uma prova muito dura. Como sabia que a Fiona era favorita, cheguei aqui no limite. Podia ter quebrado antes. Mas não tem como poupar com rivais assim”, falou a atleta, que este ano ganhou dois ouros nos Jogos Sul-Americanos de Praia, na Argentina, e defendia a hegemonia no Aloha.

Outra disputa acirrada foi na natação em águas abertas. A disputa de 3.800 metros serviu como qualificação para a prova de Alcatrazes 2020, e teve a vitória no masculino de Luiz Felipe Lebeis, atual campeão da Maratona 14 Bis, com o experiente Artur Pedroza, atual campeão do Aloha e bi da 14 Bis, em segundo, e o talento local e bombeiro em Ilhabela, Thiago Pustiglione, em terceiro.

Lena Ribeiro e Luiz Guida “Animal”. Foto: Luciano Meneghello

Estava com muita vontade de voltar. Fui campeão em 2015 e gosto de nadar aqui e feliz de ter vencido. Foi muito difícil. Não dá nem para piscar, porque ele não vende fácil a posição”, falou Lebeis, citando a rivalidade com Artur. “Desde 2005. Quando comecei na maratona aquática ele já era top. São quase 15 anos e estou conseguindo emparelhar mais agora”, complementou.

Na feminina, Vitória Farabulini, uma das promessas da modalidade, venceu com tranquilidade, com mais de sete minutos de vantagem. A atleta de apenas 15 anos, nada desde os seis meses de vida e aos sete já se aventurava em provas no mar. “Sempre gostei muito de água, é minha vida nadar”, ressaltou a atleta que sonha com uma medalha olímpica e hoje é a atual campeã brasileira e líder do ranking na categoria juvenil 1. Vale destacar a segunda colocada, Claudia Adelina Carrapatoso da Costa, com 59 anos de idade e voltando a competir.

Já no Waterman, que reúne natação, SUP e Paddleboard, Patrick Winkler confirmou o favoritismo. Ele já havia vencido a disputa de paddleboard e na prova combinada, abriu logo ao nadar os 1.500 metros e depois manteve a diferença nas outras duas modalidades.

Competidores da Waterman Triatlo. Foto: Luciano Meneghello

A transição na areia da praia e o horário de uma da tarde é muito pesado, mas eu tento usar a ntação como meu ponto forte, administrar o SUP e dar um gás no paddleboard, que é meu forte”, contou Patrick. “A nova geração se fez presente, que é o Théo Cabeleira, surfista de São Vicente. Nunca é uma vitória fácil. Ter uma pessoa tao nova, como Théo, de 15 anos, disputando o Waterman é bem prazeroso”, elogiou o segundo colocado, que é filho de Rogério Mendes, campeão geral do Aloha no Waterman no ano passado.

A disputa pelo vice foi com Andrea Monteiro Queima, única mulher na prova, e que terminou em terceiro. “Foi uma prova bem difícil e consegui honrar o nome do meu pai, que agora está competindo na canoa. Não consegui treinar muito porque estou focado no surf, mas valeu o resultado”, disse Théo. “Foi a primeira vez que fiz e é bem mais difícil do que pensava. Muda três vezes o movimento”, relatou Andrea, feliz por deixar vários marmanjos para trás.

Equipe Brucutus.Foto: Fabio Maradei

Além da parte esportiva, o Aloha Spirit conta com várias ações sociais, educativas, culturais e ambientais. Na sexta-feira foi realizado o Festival de Cinema. Neste sábado, aulas de yoga e também o Mutirão de Limpeza Seu Lixo Meu, reunindo crianças e adolescentes de escolas públicas da Cidade. Em apenas duas horas de ação na praia, mangue e córrego de Ilhabela foi retirada aproximadamente meia tonelada de resíduos, em sua grande maioria embalagens plásticas.

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O Aloha Spirit segue neste domingo (14) com várias disputas, como natação (1.500 metros), va’a individual e duplas, surfski, SUP técnico e apneia. As disputas são transmitidas aqui no www.alohaspiritclub.com.br e pelo aplicativo do Aloha Spirit.

O Aloha Spirit 2019 tem os patrocínios de Corona (Ambev) e Prefeitura Municipal de Ilhabela. Apoios: Projeto Mares Limpos da ONU Meio Ambiente e Menos um Lixo. Realização: Associação Magna de Desportes e Ecooutdoor com gestão e produção da Intercult e correalização da Secretaria de Turismo de Brasília.

GALERIA DE IMAGENS

FOTOS LUCIANO MENEGHELLO

FOTOS FÁBIO MARADEI

 

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