Australianos promovem remadão contra petrolífera

Ação reunindo surfista e remadores aconteceu na praia de Torquay. Comunidade protesta contra os planos de empresa que pretende perfurar e explorar petróleo na Grande Baía Australiana
Remadores e surfistas compareceram em massa para o protesto em Torquay, Victoria. Foto: Ed Sloane

Um exemplo de energia positiva, união e força que serve de exemplo pela comunidade dos water sports brasileira.

Milhares de pessoas marcaram presença em ato realizado na praia de Torquay, Victoria,  num remadão histórico contra os planos da Equinor, empresa norueguesa que pretende perfurar e explorar petróleo na Grande Baía Australiana.

Ao jornal “The Guardian” a Equinor apresentou um projeto com diretrizes ambientais e de segurança, alegando que “a perfuração pode ser feita com segurança”, mas grupos ambientalistas pediram ao governo federal que rejeite a proposta da petroleira, argumentando que o projeto em águas profundas colocaria em risco o litoral imaculado e a vida marinha.

Segundo esses grupos, um derramamento de óleo provocado por essas perfurações poderia causar um impacto catastrófico na costa Australiana.

O remadão foi uma reação imediata ao projeto de exploração divulgado publicamente pela Equinor. Mesmo antes de estar munida das devidas autorizações legais a petrolífera norueguesa anunciou que as perfurações iriam ser feitas a 370 km da costa sul da Austrália e que não iriam implicar quaisquer riscos ambientais.

A foto aérea mostra a quantidade de pessoas que aderiram ao remadão de protesto. Foto: Steve Ryan

No entanto, para a Great Australia Bight Alliance – ONG que atua na preservação da zona costeira australiana, a abertura da baía à exploração de petróleo é inaceitável devido às ameaças que lança.

Para além dos riscos de derramamento de óleo (que classifica como catastrófico), existem dúvidas sobre os efeitos provocados pelos testes sísmicos, há o risco de poluição sonora causada pela perfuração e pelo aumento de tráfego de barcos para além da possibilidade de contaminação das águas capaz de destruir um ecossistema marinho único.

A Grande Baía Australiana é um dos ambientes oceânicos mais primitivos da Terra, é o sustento de várias comunidades costeiras, empregos e o palco de inúmeras atividades recreativas.

E enquanto o governo australiano decide se abrirá ou não sua baia para exploração petrolífera, o movimento em defesa da Grande Baía Australiana vai ganhando força e apoio. Sendo o mais recente vindo da World Surf League (WSL), seguindo a inciativa de diversos Tops australianos que aderiram à causa. Eles estão usando a hastag #fightforthebight.

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Da Redação

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