Praia australiana proíbe o uso de Foil

Autoridades de Bondi Beach, uma das principais praias de Sidney, Austrália, proíbem o uso de pranchas com quilha foil
Kai Lenny é um dos grandes expoentes do uso de quilhas hydrofoil. Foto: Go Outside/ Reprodução

Adeptos do uso das quilhas foil (ou hydrofoil) acabam de receber mais uma invertida de autoridades impondo restrição a seu uso.

Bondi Beach, uma das principais praias de Sidney, Austrália, proibiu o uso de pranchas foil alegando alto riso a banhistas e ao próprios praticantes.

De acordo com o jornal The Daily Telegraph, a proibição atendeu a uma solicitação dos guarda-vidas da região, alegando risco eminente por conta da “alta velocidade” e “quilha metálica”, ainda que poucos incidentes tenham sido registrados desde que a modalidade passou a ser praticada em Bondi Beach.

Esta é a segunda praia que proíbe o uso do equipamento. Em 2018, autoridades francesas proibiram o uso de pranchas com quilha foil em uma faixa de 5 quilômetros de praia em Anglet. Agora, há o temor de que outras praias adotem a mesma postura, o que seria prejudicial para o desenvolvimento do esporte, especialmente em sua vertente de surfe.

MAIS IGNORÂNCIA DO QUE RISCO

Zane Schweitzer durante a M2M, em 2018. Se as proibições ganharem vulto, a tendência é que o surfe de foil fique restrito à pratica do downwind. Foto: M2M/ Reprodução

Praticado no Havaí desde os anos 90 por nomes como Laird Hamilton e Dave Kalama, o uso de quilhas hydrofoil foi se popularizando lentamente entre praticantes de kitesurfe e windsurfe até que, em 2017, nomes da nova geração de Maui, como Connor Baxter, Kai Lenny e Zane Schweitzer, assombraram o mundo usando esse tipo de quilhas em pranchas de SUP, tanto no surfe, como no downwind.

Em seguida, as quilhas passaram a ser adaptadas também em pranchas de surfe shortboard, aproximando o esporte do corwd, e foi a partir de então que os questionamentos quanto os riscos envolvidos ao foil ganharam vulto.

A quilha alongada de alumínio ou carbono, sustentada por uma asa subaquática realmente assusta, porém, ao contrário dos modelos usados para kite e windsurfe, tem suas extremidades arredondadas e machucam bem menos do que se alardeia.

O santista Fernando “Mizi” é um dos maiores expoentes do surfe de foil. Foto: Alba

O uso desse tipo de quilha, porém, requer habilidade e não deve ser praticado por iniciantes sem um acompanhamento especializado. Equipamentos de proteção também são bem vindos, pois grande parte dos acidentes acontece justamente nos estágios iniciais da prática.

Também não é recomendada a prática próxima a outros surfistas e banhistas, no entanto, o tipo de onda mais indicada para o foil não é a mesma procurada por adeptos do surfe mais tradicional.

Isso nos leva a concluir que conscientizar praticantes, público em geral e a mídia especializada em surfe (a qual, infelizmente, em sua grande maioria, reina uma visão altamente reacionária e refratária à inovações) torna-se cada vez mais importante aos praticantes de foil. Do contrário, seus praticantes correm o risco de ter o direito de praticá-lo somente longe da costa.

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Da Redação

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