Remando com Pedrinho | Por dentro da Tríplice Coroa de Downwind

Nosso colunista Pedrinho Henrique Weichert recorda os melhores momentos de sua participação na Tríplice Coroa de Downwind 2018
Pedrinho Henrique Weichert aproveitando glide do litoral cearense. Foto: Reprodução

Aloha galera, começando mais um Remando com Pedrinho! Dessa vez contando um pouco de como foi a Tríplice Coroa, evento esse que é só de downwind. São três travessias entre Fortaleza e Cumbuco, no Ceará. A Tríplice acontece em uma janela de sete dias aguardando as melhores condições para iniciar as etapas. Sendo a primeira prova de 30 km, a segunda 12 km, e a última de 30 km.

No primeiro dia, contamos com ótimas condições para o downwind. Liderei a prova praticamente toda, mas infelizmente cometi um grave erro de navegação e quase passei do ponto da chegada. Um dos motivos é que em toda a extensão das praias é igual, dificultando assim a localização. “Tudo é uma reta só”.

Prestes a concluir o percurso, meu Garmin informou que estava a 7km da chegada, mas logo a frente fui perceber que estava 2km da chegada e 5km para fora da costa. Tive que romper 5km de vento lateral para chegar no local certo. Para piorar, faltando 1km da chegada, avistei meu irão, Cauê Serra, que estava passando mal e informei a ele que iria passar o local da chegada indo naquela direção. Mas, infelizmente quem estava errado era eu! Pois meu relógio, por algum motivo que desconheço, desconfigurou o ‘Waypont’ e me orientou (erroneamente) que a chegada era logo a frente, entretanto, faltavam ainda 2km!

Uma falha de configuração no Garmin obrigou Pedrinho a remar 5km com vento lateral na primeira prova de Tríplice. Foto: Reprodução

Diante disso tudo terminei o primeiro dia de prova muito descontente, pois vi a vitória muito perto nessa etapa e terminei o dia com o oitavo lugar e achando que minha esperança de título da Tríplice tinha ido embora.

A prova dos 12km foi no dia seguinte, eu estava sentindo muito meu antebraço devido a ter que romper os 5km sofrendo com os ventos laterais do dia anterior. Meu remo queria sair voando.

Fiz uma boa largada e liderei a prova até a metade do percurso. Dali em diante, eu e o Cauê fomos disputando posição muito perto um do outro. Foi uma prova curta, porém, muito divertida. Terminei a prova em segundo lugar a 9 segundos do Cauê.

Cauê Serra (em primeiro plano) “na cola” de Pedrinho (à frente). Foto: Reprodução

Depois das duas etapas, tivemos três dias de descanso,pois, o último dia da janela, conforme as previsões, era o mais promissor.

Tive como grande parceiro nessa viagem, meu irmão e capitão do meu time, Cauê. Foi muito divertido ter a companhia dele nessa viagem.

Pedrinho e Cauê: Rivalidade só durante a prova! Foto: AP

Enfim chegamos a terceira e última etapa! Tivemos ótimas condições e pelo incrível que pareça a disputa da Tríplice ainda estava em aberto, devido aos resultados e pelo sistema de pontuação privilegiar a mais a última etapa.

Foi diversão garantida, mas mais uma vez não tive sorte. Meu Camelback rasgou na noite anterior quando tinha colocado minha hidratação para congelar. Dei um jeito antes da prova para não perder tanto líquido, mas infelizmente aos 20km eu não tinha mais hidratação.

Terminei a prova com o segundo lugar, chegando a 20 segundos do campeão da prova, Cauê, e consequentemente ele se tornou o campeão da Tríplice Coroa. Terminei com o louvado Vice-Campeonato. Feliz pelo resultado devido as circunstâncias.

Próximo ano tem mais e tomara com outro resultado (risos). Espero que cada vez mais atletas se inscrevam nesse tipo de evento. Porque não existe nada melhor no nosso esporte do que um bom downwind!

Agradecimento especial a Spot Brasil, Real Cafe Reserva e Academia Top Fitnnes por proporcionar isso tudo.

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