Tríplice Coroa | Balanço da W2, tempos e ranking final

Em mais um dia de condições excelentes de prova, W2 encerra a temporada de disputas da Tríplice Coroa de Downwind. Veja quem são os campeões da prova e do circuito em 2018
Mais uma vez o Ceará não decepcionou e os competidores tiveram pela frente muita diversão na W2 Downwind. Foto: Reprodução/ Tríplice Coroa

Após quase uma semana de muita atividade pelo litoral cearense, chega ao fim a Tríplice Coroa de Downwind. O maior circuito ligado ao paddle race downwind do Brasil, concluiu sua última etapa nesta terça-feira (23) com as disputas da W2.

Por ser a última e mais tradicional prova da Tríplice Coroa: a W2, a etapa que oferecia maior pontual e por isso importantíssima para quem estava brigando pelo título de 2018.

De olho nas melhores condições de ventos ondas, a organização da prova optou por fazer a largada um pouco mais tarde, às 11h.

O remador de Surfski José Marcos Mendes foi o primeiro a cruzar a linha de chegada. Com o tempo de 02:08:18, Marquinhos foi mais uma vez o “Fita Azul” da prova e, com a vitória na W2, conquistou também o título da Tríplice Coroa de Downwind em sua modalidade:

O nordeste tem uma condição diferente de mar do que a gente está acostumado a remar no sudeste, e essa última etapa foi a mais legal de todas. Entrou um vento muito bom e consegui conectar as ondas. Foi bem mais divertido do que as duas primeiras”, disse remador da Turma do Remo de SP.

Marquinhos acumulou mais uma fita azul pra conta. Foto: reprodução / Tríplice Coroa

Na OC1, onde três remadores tinham chances reais de título, a disputa pegou fogo. Cauê Serra, Pedrinho Weichert, Américo Pinheiro e Dave Macknight seguiram parelhos por boa parte da prova.

No entanto, mais uma vez a habilidade de Cauê fez a diferença e o remador conseguiu se distanciar dos demais nos quilômetros finais da prova, exceto de Pedrinho, que seguiu na sua cola até a linha de chegada.  Cauê venceu a disputa por segundos de diferença, com o tempo de 02:17:27 contra 02:17:49 de Pedrinho.

A vitória na W2 e o título da Tríplice também representaram um ato de superação:

Estou muito feliz. Essa viagem foi uma grande reviravolta. Além do mau resultado na primeira prova, ano passado eu acabei perdendo o título porque errei o percurso em uma das etapas, mas esse ano o sistema de pontuação mudo e ficou bem mais competitivo. Qualquer um poderia ganhar hoje e eu felizmente consegui fazer o meu trabalho. Me recuperei bem do mal estar que tive na primeira etapa e consegui fazer uma boa prova, buscando não exagerar e nem cometer erros”, disse Cauê em uma conversa por celular.

Sobre a disputa apertada com Pedro Weichert, Cauê enalteceu as qualidades do amigo capixaba: “O Pedrinho veio bem colado e foi uma disputa bem legal. Eu fico feliz de ter chegado na frente dele porque ele é um grande remador e no futuro vai ser o campeão da Tríplice, mas por enquanto ficou pra mim. Tinha um sonho de colocar meu nome no troféu da Tríplice e agora ele vai se realizar”, Comemorou.

Américo Pinheiro foi o terceiro colocado na OC1, resultado que lhe rendeu o título da categoria Master na W2:

Eu já remo há muito tempo de canoa, porém, nunca tinha feito uma trip para competir de OC1, então, pra mim, foi um grande aprendizado. Lá em Arraial eu normalmente faço downwind de SUP e a princípio minha ideia era de fazer a prova de Foil. Só que eu tive um problema com meu equipamento e acabei não trazendo. Então passei a treinar downwind de OC1 semanas antes de vir para o Ceará. Eu fui subindo de produção ao longo das provas e buscando me divertir. Hoje eu estava bem focado em fazer a minha linha. E no final as coisas funcionaram. Os competidores que fizeram a prova hoje são grandes remadores. O Dave que dispensa apresentações, Cauê e o Pedrinho, a quem tenho a honra de remar junto na Equipe Taho’e”, disse Américo, em referência à equipe de V6 na qual os três remadores que fizeram o pódio de hoje da OC1 fazem parte.

A capixaba Thassia Marques comemora a vitória na W2 e o título da Tríplice Coroa com 100% de aproveitamento. Foto: AP

No feminino da OC1, com 100% de aproveitamento, a capixaba Thassia Marques encerrou sua participação na Tríplice Coroa de Downwind com chave de ouro:

Hoje foi sensacional! Vento mais forte, ondulação maior. Foi minha melhor média e melhor máxima. Me conectei melhor com o mar, não fiz tanta força para entrar nas ondas. Deu tudo certo.

Hoje pela manhã todos estavam apreensivos porque não parecia ter vento. Mas estávamos enganados. O vento entrou e mais uma vez fiz uma linha bem aberta, entrei no momento certo e consegui surfar bastante.

O sentimento é de dever cumprido. Consegui completar todas as provas bem, me diverti na água e o título foi consequência”, concluiu a remadora que integra o time da Vênus Va’a, equipe campeã brasileira de 2018 na V6.

Cavaco foi imbatível no SUP.

Completaram o pódio da OC1 feminino Patrícia Kruger, na segunda colocação, e Vivian Liane, em terceiro.

No SUP, também com 100% de aproveitamento, Marinho Cavaco mais uma vez andou muito e junto com as canoas:

Tinha pouco vento e eu estava apreensivo, porque se não ventasse iria doer! Mas a gente atrasou a largada em uma hora e logo no começo já começou a entrar um ventinho e a prova foi bem divertida. Um ‘carneirinho’ pra cada um, foi show de bola!”, brincou Marinho, que concluiu a prova com o tempo de 02:36:23.

Denis Goebel Praça e Tom Amorin completaram o pódio respectivamente na segunda e terceira colocação.

Já na SUP Stock, e sem adversárias, a tricampeã brasileira Lena Guimarães novamente competiu contra os homens, e mais uma vez fez bonito. Com o tempo de 02:51:34, o SUP de Lena foi o segundo remador de stand up a cruzar a linha de chegada na colocação geral:

As condições hoje estavam bem melhores, com mais vento e ondas maiores. Não tão alinhadas como nos outros dias, mas com mais força, exigindo mais técnica. Estou muito feliz por ter vencido a Tríplice Coroa e essa foi minha quarta vitória na W2”, revelou Lena.

Lena Guimarães: Mais uma performance arrasadora no SUP. Foto: reprodução/ Tríplice Coroa

No masculino, a vitória na SUP Stock ficou com o cearense Paulo Vasco, que, de quebra, ficou também com o título da Tríplice Coroa em sua categoria:

Tô amarradão! Esse ano não consegui competir no Brasileiro, mas fui campeão cearense. Venci as três etapas da Tríplice Coroa e garanti o título na SUP Stock. Esse foi o primeiro título do Ceará na Tríplice Coroa. E agora estou com uma pareceria nova com a Toucan, meu patrocinador de pranchas, e minha meta é aprimorar minha técnica no downwind e botar essa prancha nova no pé e ano que vem repetir o mesmo feito”, concluiu o campeão cearense.

Campeão da SUP Stock Masculino, Paulo Vasco colocou o Ceará no pódio da Tríplice Coroa 2018. Foto: AP

Completaram o pódio da SUP Stock, Ivan Mundim, na segunda colocação e Guilherme Junior, em terceiro. Ivan foi também o campeão da SUP Stock + 50, enquanto na SUP Stock + 40 o título ficou com Sanio Loureiro de Andrade.

Confira abaixo os campeões da Tríplice Coroa de Downwind de 2018, os resultados gerais da W2 e o ranking final com a soma dos resultados das três etapas.

CAMPEÕES DA TRÍPLICE COROA DE DOWNWIND 2018

Os nomes abaixo ficarão cravados neste troféu. Foto: Reprodução/ Tríplice Coroa

Surfski Masculino – José Marcos Mendes

OC1 Feminino – Thassia Marques

OC1 Masculino – Cauê Serra

SUP Unlimited –  Mario Cavaco

SUP Stock Feminino – Lena Guimarães

SUP Stock Masculino – Paulo Vasco

RESULTADOS W2 DOWNWIND

SURFSKI MASCULINO GERAL Pontos
Nome Tempo
1 José Marcos Mendes 02:08:18 90
2 Paulo Brandão 03:06:12 85
SUP UNLIMITED MASCULINO GERAL
1 Mario Cavaco 02:36:23 90
2 Denis Goebel Praça 02:54:49 85
3 Tom Amorin 03:25:44 80
SUP STOCK FEMININO GERAL
1 Lena Guimarães Ribeiro 02:51:34 90
SUP STOCK MASCULINO GERAL
1 Paulo Vasco 02:57:04 90
2 Ivan Mundim 03:02:08 85
3 Guilherme Junior 03:10:30 80
4 Sanio Loureiro de Andrade 03:17:29 75
5 Augusto de Camargo Leite 03:17:47 74
6 Alexandre David Dantas 03:26:28 73
7 Caio Coutinho 03:34:59 72
8 Jorge Mario Villas Boas 04:00:25 71
STOCK MASCULINO + 40
1 Sanio Loureiro de Andrade 03:17:29 90
2 Augusto de Camargo Leite 03:17:47 85
3  Caio Coutinho 03:34:59 80
 

 

 

STOCK MASCULINO +50

1 Ivan Mundim 03:02:08 90
2 Jorge Mario Lino 04:00:25 85
OC1 FEMININO GERAL
1 Thassia Marques 02:40:54 90
2 Patrícia Kruger 02:52:49 85
3 Vivian Liane 03:12:07 80
4 Lorena Kruger 03:16:02 75
5 Lidiane Gonçalves 00:17:27 74
6 Marta Terra 03:46:43 73
7 Ana Paula Dias Mendes
OC1 MASCULINO GERAL
1 Caue Serra 02:17:27 90
2 Pedro Weichert 02:17:49 85
3 Américo Pinheiro 02:20:10 80
4 Dave Macknight 02:24:36 75
5 Claudio Chain 02:28:27 74
6 Daniel Lima Rocha 02:32:56 73
7 Rodrigo Almeida da Costa 02:34:05 72
8 Vitot Pogetti 02:43:56 71
9 Claudio Carneiro 02:46:11 71
10 Ricardo Freitas 02:50:16 71
11 Felipe Dias Braga 03:33:27 71
12 Marcos José de Araujo 03:34:45 71
OC1 MASCULINO + 40
1 Américo Pinheiro 02:20:10 90
2 Dave Macknight 02:24:36 85
3 Claudio Chain 02:28:27 80
4 Claudio Carneiro 02:46:11 75
5 Ricardo Freitas 02:50:16 74
6 Marcos José de Araujo 03:34:46 73

RANKING FINAL APÓS AS TRÊS ETAPAS

SURFSKI MASCULINO GERAL Spot Aloha W2 Total
1 José Marcos Mendes 60 50 90 200
3 Paulo Brandão 56 44 85 185
2 José Correia Filho 58 46 104
SUP UNLIMITED MASCULINO GERAL
1 Mario Cavaco 60 50 90 200
2 Denis Goebel Praça 58 46 85 189
3 Ton Amorin 56 44 80 180
SUP STOCK FEMININO GERAL
1 Lena Guimarães Ribeiro 60 50 90 200
SUP STOCK MASCULINO GERAL
1 Paulo Vasco 60 50 90 200
2 Ivan Mundim 58 46 85 189
3 Guilherme Junior 55 44 80 179
4 Sanio Loureiro de Andrade 56 42 75 173
5 Augusto de Camargo Leite 54 40 74 168
6 Alexandre David Dantas 53 39 73 165
7 Jorge Mario Villas Boas 50 37 71 158
8 Caio Coutinho 52 72 124
9 Jorge Brito 51 36 87
10 Sergio Luiz C. de Oliveira 38 38
STOCK MASCULINO + 40
1 Sanio Loureiro de Andrade 60 50 90 200
2 Augusto de Camargo Leite 58 46 85 189
3 Caio Coutinho 56 80 136
4 Haroldo Correia Máximo 44 44
STOCK MASCULINO +50
1 Ivan Mundim 60 50 90 200
3 Jorge Mario Lino 56 46 85 187
2 Jorge Brito 58 44 102
OC1 FEMININO GERAL
1 Thassia Marques 60 50 90 200
2 Patrícia Kruger 56 44 85 185
3 Marta Terra 58 46 73 177
4 Vivian Liane 52 42 80 174
5 Lidiane Gonçalves 55 40 74 169
6 Lorena Kruger 54 38 75 167
7 Ana Paula Dias Mendes 53 39 92
OC1 MASCULINO GERAL
1 Caue Serra 50 50 90 190
2 Pedro Weichert 51 46 85 182
3 Américo Pinheiro 58 42 80 180
4 Dave Macknight 60 44 75 179
5 Claudio Chain 56 40 74 170
6 Daniel Lima Rocha 55 39 73 167
7 Rodrigo Almeida da Costa 54 37 72 163
8 Vitot Pogetti 52 38 71 161
9 Claudio Carneiro 53 36 71 160
10 Ricardo Freitas 50 34 71 155
11 Marcos José de Araujo 50 34 71 155
12 Felipe Dias Braga 50 34 71 155
13 Alexandre Magno de Araujo 50 50
OC1 MASCULINO + 40
1 Dave Macknight 60 50 85 195
2 Américo Pinheiro 58 46 90 194
3 Claudio Chain 56 44 80 180
4 Claudio Carneiro 55 42 75 172
5 Ricardo Freitas 54 40 74 168
6 Marcos José de Araujo 53 39 73 165


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About the author

Luciano Meneghello

Luciano Meneghello

Luciano Meneghello é Editor-chefe do Aloha Spirit Club. Pioneiro na produção de conteúdo direcionado a esportes de água como SUP, va'a e paddleboard, foi fundador da Revista Fluir Standup e do site SupClub e tem artigos publicados em diversos veículos do segmento, como revista Go Outside, Alma Surf, site Waves, entre outros.


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