NY SUP Open | Brasileiros seguem fortes em Long Beach

No segundo dia do New York SUP Open, o Mundial de SUP Wave da APP World Tour, atletas brasileiros mantém-se fortes e avançam rumo às finais
Aline Adisaka abriu a rodada de competições com vitória e passaporte para as quartas de final. Foto: APP World Tour

O segundo dia de competições do New York SUP Open começou na manhã desta quinta-feira (20) com as disputas do Round 2 feminino.

Em meio a ondas pequenas, com cerca de meio metro, e um pouco mais cheias do que no dia anterior do Mundial, as meninas precisaram escolher bem as ondas para alcançarem os scores necessários para avançar de fase. No entanto, a previsão apontava uma possível melhora das ondas ao longo do dia, o que serviu para animar um pouco os competidores.

A ondulação pequena foi compensada pelo formato “atleta x atleta”, com somente duas competidoras por bateria, dando assim mais chance na escolha das ondas.

Na primeira disputa do dia, Aline Adisaka travou uma emocionante batalha contra sua amiga peruana Brissa Malaga, com ambas alternando a liderança a todo momento. Aline, no entanto, conseguiu garantir a maior somatória no fim da bateria, pontuando 9.27 contra 8.37, garantindo assim uma vaga para as quartas de final onde irá enfrentar a espanhola Iballa Moreno.

“O mar estava bem pequeno mas consegui achar duas ondas boas que foram suficientes pra me deixar na liderança da bateria. Estou muito feliz, muito grata a deus pela oportunidade de surfar mais uma bateria e é sempre uma honra surfar com meninas tão boas pois todas estão surfando muito, e todas tem chances de ganhar. E uma puxa a outra. Foi engraçado porque eu e a Brissa somos muito amigas e durante a disputa, uma se desculpava da outra quando precisava fazer uma marcação (risos) mas assim que acabou a bateria nós nos abraçamos e ela me deu os parabéns pela vitória”, contou Aline em conversa por telefone.

A local de Ubatuba está acompanhada de um treinador durante a prova, o australiano Adam Dufner, que está fazendo um trabalho de coaching com ela e outros atletas como Will Skudin.

A peruana Vania Torres não quis saber do favoritismo de Shakira Westdorp e despachou a campeã mundial mais cedo para casa. Foto: APP World Tour

A maior pontuação dessa rodada foi alcançada pela peruana Vania Torres, em uma bateria de alto nível contra a campeã mundial pela ISA Shakira Westdorp. Vania somou 13.07 contra 11.83 de Shakira.

Já as brasileiras Nicole Pacelli e Gabriela Sztamfater, que ontem venceram suas respectivas baterias, não entraram na água hoje, pois avançaram direto para as quartas de final que deve ser disputada nesta sexta-feira (21).

HOMENS AO MAR

Após a conclusão do Round 2 feminino, foi a vez dos marmanjos entrarem na água.

Alex Durand foi o primeiro brasileiro a entrar na água e manteve um duelo equilibrado contra o norte-americano Jason Latham com ambos alternando a liderança até que aos seis minutos para o término da disputa, Alex conseguiu conectar uma boa sequência de manobras em uma onda intermediária para sacramentar sua posição na primeira colocação e vencer a disputa.

Alex Durand abriu o Round 2 com vitória para o Brasil. Foto: APP World Tour

Em seguida, na bateria de número seis, o vicentino Luciano Esteves pegou pela frente um inspirado Poenaiki Raioha, que surfou com muita radicalidade e fluidez sobre as fracas ondas de Long Beach. Luciano tentou uma reação, porém, após um 8.73 do taitiano, uma virada ficou muito difícil e Poenaiki, além da vitória, sacramentou a maior somatória da rodada: 15.56.

Dois brasileiros, Marcio Grillo e Dani Ferlin se enfrentaram na bateria nove, que foi bem parelha. As ondas, a essa altura, estavam bem fracas, mas os dois competidores, que são leves, valeram-se do peso na busca por maior fluidez. Melhor para Grillo que conseguiu a vitória somando 10.10 contra 9.73 em uma das baterias mais disputadas do dia.

Dani Ferlin enfrentou Marcio Grillo em uma das baterias mais disputadas do dia. Foto: APP World Tour

Nosso campeão mundial Luiz Diniz, foi o próximo brasileiro a entrar na água enfrentando o porto-riquenho Maximilian Torres. Em uma bateria com poucas ondas, Diniz conquistou a vitória com tranquilidade, pontuando 11.16 contra 7.23.

Léo Gimenes fechou o Round 2 em outra bateria bem disputada contra Tehotu Wong, até que aos 12 minutos o brasileiro conseguiu a virada e manteve-se na liderança até o final, pontuando 13.13 contra 10.93.

ROUND 3 MASCULINO

Kai Lenny sempre perigoso. Foto: APP World Tour

Mesmo com o mar não apresentando a melhora esperada, a organização optou por ir em frente e o Round 3 foi para a água.

Kai Lenny foi o primeiro a entrar no mar em uma disputa contra o australiano Justin Holland. É impressionante como o havaiano sabe escolher as ondas certas para obter os pontos de que precisa. Aos dez minutos de bateria ele já estava confortável na liderança. Holland ainda assim tentou reagir, porém, o dia era mesmo de Lenny que soube administrar sua vitória e brecar o avanço do australiano com as notas certas. Final 14.30 contra 11.20.

Na bateria seguinte vimos um inspirado Wellington Reis atropelar o francês Camille Bouyer fazendo 14.93 contra 6.43.

O brasileiro abriu sua bateria com um 7.33 e na sequência mandou um 7.60 com uma linda rasgada, acabando com qualquer chance de reação de seu adversário.

Wellington Reis foi o brasileiro com a maior somatória do dia. Foto: APP World Tour

Em conversa pelo telefone, Wellington, que fez a maior somatória do dia entre os brasileiros, comentou a emoção de participar de seu primeiro mundial:

Passei para o quarto round e estou amarradão! É meu primeiro ano no Mundial e espero continuar na briga pelo título esse ano e pretendo participar de todas as etapas. Quero continuar evoluindo cada dia mais. Estou gostando dessas ondas. São pequenas mas dão uma condição de surfe, por isso é importante é manter o foco”, disse Wellington.

Alex Durand veio logo depois em uma bateria bem difícil contra o norte-americano Sean Poynter, um dos favoritos ao caneco, que mais à vontade por estar surfando em casa conseguiu encontrar as ondas certas em um mar com poucas ondas. Ambos, no entanto, com dificuldades para obter scores altos e a maior nota da bateria foi um 6.10 conquistado por Poynter logo aos cinco minutos de bateria. Final: 12.50 contra 7.94.

Matheus Salazar. Foto: APP World Tour

Matheus Salazar foi o último brasileiro a entrar em ação nesta quinta-feira enfrentando o peruano Sebastian Gomez.

O jovem talento do Peru, filho do big rider Jarita Gomez, é indiscutivelmente um dos maiores talentos da nova geração latino-americana de SUP Wave, e certamente um páreo duro para o caçula dos Salazar.

Matheus, porém, foi segurando as investidas do peruano onda a onda, para sacramentar sua vitória somando 12.40 contra 8.24.

Em seguida o evento entrou em espera e as últimas seis baterias do Round 3 serão decidas amanhã, se os organizadores colocarem o evento na água na sexta.

COMPETIÇÃO TERÁ NOVA CHAMADA AMANHÃ

Esquadrão Brazuca em alto astral nas areias de Long Beach. Foto: Alex Durand

Nesta sexta-feira (21) haverá uma nova chamada às 7h (horário local) para uma possível retomada das competições.

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CHAVES DA PRÓXIMA FASE 

FEMININO

Quartas de final feminino.

MASCULINO

Round 3 e Round 4 Masculino.

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About the author

Luciano Meneghello

Luciano Meneghello

Luciano Meneghello é Editor-chefe do Aloha Spirit Club. Pioneiro na produção de conteúdo direcionado a esportes de água como SUP, va'a e paddleboard, foi fundador da Revista Fluir Standup e do site SupClub e tem artigos publicados em diversos veículos do segmento, como revista Go Outside, Alma Surf, site Waves, entre outros.


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