NY SUP Open | Brasileiros dão show de surfe na abertura do Mundial

No primeiro dia do New York SUP Open, válido como Mundial de SUP Wave, competidores brasileiros dão show e protagonizaram as maiores pontuações do dia
Da esq. para dir.: Dani Furlin, Léo Gimenes, Luciano Gimenes, Wellington Reis, Leco Salazar, Alex Durand e Matheus Salazar. Alto astral após um dia muito positivo para o Brasil. Foto: AP

Na manhã desta quarta-feira (19) os melhores SUP surfistas do mundo deram a largada à primeira etapa do APP World Tour, circuito mundial de SUP Wave que está sendo realizado na praia de Long Beach, em Nova Iorque.

O New York SUP Open teve início com ondas pequenas, com cerca de meio metro, porém com boa formação, que proporcionaram aos competidores, sobretudo aos mais leves, uma boa pista para execução de manobras de borda e rasgadas.

Leo Gimenens. Foto: APP World Tour

No entanto, a medida em que o dia foi passando e a maré mudando, as condições de surfe foram ficando mais difíceis, mas nada que fosse capaz de tirar o brilho dos competidores do Brasil, que deram um verdadeiro show de surfe desde a triagem.

Luciano Esteves Martins, Daniel Ferlin, Leo Gimenes e Alex Durand classificaram-se para o Main Event dando uma amostra aos demais competidores do que estava por vir. Leo, inclusive, foi dono da maior somatória da rodada, pontuando 11.33. Seu pai, Luciano, obteve a segunda maior somatória (10.54) e Dani Ferlin, a terceira maior (9.27).

MAIN EVENT

Kai Lenny. Foto: APP World Tour

O bom desempenho dos brazucas se repetiu na primeira rodada, no entanto, logo na primeira bateria, Kai Lenny mostrou que os gringos não estavam dispostos a assistir um passeio da “Brazilian Storm do SUP”.

Pontuando 15.33, Lenny abriu sua bateria contra Camille Bouyer e Tremayne Walcott fazendo um 7.33 e, ao final, “fechou a tampa do caixão” com um 8.00.

Mas a resposta brasileira veio na sequência, com Wellington Reis somando 14.83 em sua estreia em uma etapa do APP World Tour. O local de Cambury surfou com muita fluidez pelas pequenas ondas de Long Beach abrindo sua bateria com um 6.33 seguido por um 8.50 para já sacramentar, desde o início, sua liderança. No entanto, o australiano Justin Holland ficou na cola o tempo todo, mas sem uma nota suficientemente alta para superar Wellington:

É meu primeiro ano no circuito e fiquei um pouco ansioso, mas deu tudo certo. Achei duas ondas muito boas. As ondas estão pequenas mas está bem divertido”, disse Wellington ao nosso correspondente, Augusto Cesar, logo ao sair da bateria na primeira colocação, avançando assim diretamente para o round 3 do mundial.

Wellington Reis. Foto: APP World Tour

Luciano Gimenes, local de São Vicente (SP), ficou com a terceira colocação na bateria e terá uma nova chance no Round 2.

Em seguida Alex Durand avançou para o Round 2 na segunda colocação em uma bateria bem disputada contra o local de Cabo Verde Airton Cozzolino.

Surfando em casa, o norte-americano Sean Poynter, apontado com um dos favoritos para levar o caneco, entrou na bateria seguinte ficando com a primeira colocação de forma bem convincente, totalizando 13.44 pontos.

A essa altura as ondas foram ficando mais fracas e o fator “loteria” foi ganhando cada vez mais peso. No entanto, Matheus Salazar não se abalou pelas condições mais difíceis e “passou o rodo” em sua bateria, totalizando 12.66 pontos contra os 6.40 do taitiano Poenaki Raioha, segundo colocado na disputa e também apontado como um dos favoritos para essa etapa.

Na sequência, o destemido tube rider de Maresias, Marcio Grillo, travou uma disputa apertada contra o francês Alexis Deniel, que ficou com a primeira colocação por uma pequena vantagem 11.16 contra 9.50 do brasileiro.

Na penúltima bateria da segunda rodada tivemos o ponto alto da competição até o momento. E não por acaso, três brasileiros na água, sendo dois deles campeões mundiais: Leco Salazar, Luiz Diniz e o jovem talento Daniel Ferlin.

Leco Salazar, Luiz Diniz e Daniel Ferlin protagonizaram a bateria do dia. Foto: Augusto Cesar / AlohaSpiritClub

Foi show de surfe com remos do começo ao fim. E os brazucas tiraram leite de pedra, pois as ondas estavam realmente fracas.

Leco Salazar desde o início mostrou muita fluidez, abrindo a bateria com um 4.17 e, na sequência, um 7.17. Dani Ferlin Respondeu com um 3.44 e um 4.77 enquanto Luiz Diniz demorou um pouco mais para se encontrar na bateria.

Leco e Dani foram abrindo vantagem e a reação de Dinz veio aos 11 minutos de bateria, quando o guarujaense desferiu um belo reentry usando muito bem o remo para valorizar ainda mais a manobra e voltando definitivamente para o jogo.

Aos dois minutos para o fim da bateria Diniz conseguiu um 7.03 e saltou para a segunda colocação. No entanto, a vantagem de Leco ainda era muito grande e o santista fechou a bateria com a maior somatória da primeira rodada: 15.84.

Mas o nível da bateria foi tão alto que tanto Luiz Diniz, quanto Dani Ferlin teriam condições de avançar em primeiro caso tivessem feito a mesma somatória de pontos em outra bateria do Round 01 (12.23 e 11.43, respectivamente).

Por mais que eu já tenha alguns anos de participação no circuito, estava ansioso, pois sabia que essa bateria seria difícil, com o Bolinha (Luiz Diniz) que já tem um título mundial e o Daniel Ferlin que representa a nova geração do SUP vindo com força total. Além disso, o mar estava bastante difícil e o fator sorte iria contar também. Então eu tinha em mente que saber se posicionar para a escolher a boa da série iria ser muito importante. Felizmente consegui encontrar várias ondas boas e fiquei feliz com meu desempenho. Agora é manter o foco para as próximas baterias. Felizmente o mar parece que vai melhorar nos próximos dias“, disse o campeão mundial Leco Salazar, em conversa por telefone direto das areias de Long Beach.

Leco Salazar. Foto: APP World Tour

Para fechar a primeira rodada o jovem talento de São Vicente (SP), Leonardo Gimenes, mostrou que veio forte para Nova Iorque e mesmo não vencendo a bateria (Leio ficou em segundo, com Bernd Roediger em primeiro), surfou com muita pressão, mandando muita água para cima em suas ondas.

Terminada a primeira rodada, todos os competidores que venceram suas respectivas baterias avançaram direto para o Round 3, enquanto os segundos e terceiros colocados terão uma nova chance no Round 2.

MENINAS NA ÁGUA

Nicole Pacelli. Foto: APP World Tour

Com a conclusão da primeira rodada do masculino, foi a vez das meninas entrarem em ação.

Primeiro com uma única bateria de trials, vencida pela brasileira local de Ubatuba Gabriela Sztamfater, e, em seguida a primeira fase do Main Event Feminino.

Na primeira bateria do evento principal, a tricampeã mundial  Izzi Gomez mostrou que segue forte e vai ser uma pedra no sapato das demais competidoras.

Izzi Gomez. Foto: APP World Tour

Izzi enfrentrou a brasileira Aline Adisaka, que fez um bom começo de bateria, e a norte-americana Dominique Miller. Porém, ao longo da disputa, Izzi foi subindo de produção enquanto Aline lutou para encontrar uma boa onda por toda a bateria, até que nos minutos finais conseguiu pontuar 4.40. No entanto não foi suficiente para a brasileira conseguir a virada, ficando na segunda colocação somando 7.30 contra 10.66 de Gomez.

Já Nicole Pacelli foi a primeira colocada em sua bateria enfrentando a campeã da prova de race técnico de ontem, Terrence Black, e Vania Torres. Nicole assumiu a liderança após cinco minutos da disputa e se manteve no topo até o final, somando 9.37 pontos.

A última bateria do Round 01 feminino (e última do dia) foi uma verdadeira pedreira e com um desfecho positivo para a torcida brazuca.

Gabriela Sztamfater. Foto: APP World Tour

Gabriela Sztamfater assumiu a liderança logo no início da disputa, fazendo um 6.17 e a partir daí travou uma emocionante disputa contra Shakira Westdorp, que a todo momento ameaçava a liderança da brasileira que, por sua vez ia respondendo às investidas de Westdorp, onda a onda, em uma eletrizante disputa.

Para completar o quadro, ninguém menos do que Candice Appleby se mostrava viva na bateria.

Mas, ao final, a vitória ficou com Gabriela fazendo 11.77 (a somatória mais alta do dia entre as mulheres) contra 11.33 de Shakira; Candice, a terceira colocada, pontuou 9.80.

COMPETIÇÃO TEM NOVA CHAMADA NA QUINTA

Nesta quinta-feira (20) haverá uma nova chamada às 7h (horário local) para avaliação das condições. Porém, de acordo com os organizadores, é possível que a competição entre novamente em espera, ou que somente role a fase de repescagem, pois a previsão aponta uma melhora significativa a partir de sexta-feira. Tudo dependerá das condições do mar na manhã de quinta.

Fique ligado nos boletins do AlohaSpiritClub.com.br, mídia oficial do APP World Tour, com informações de qualidade direto do Mundial de SUP, em Nova Iorque.

VEJA COMO FICAM AS BATERIAS DO DIA 02

FEMININO

Feminino – Rounds 02 e 03

MASCULINO

Obs.: Round 02 reajustado em 20/09
Masculino – Round 03

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Agradecimentos especiais ao brasileiro Augusto Cesar, que de forma voluntária está disponibilizando vários materiais e boletins a toda mídia brasileira.

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About the author

Luciano Meneghello

Luciano Meneghello

Luciano Meneghello é Editor-chefe do Aloha Spirit Club. Pioneiro na produção de conteúdo direcionado a esportes de água como SUP, va'a e paddleboard, foi fundador da Revista Fluir Standup e do site SupClub e tem artigos publicados em diversos veículos do segmento, como revista Go Outside, Alma Surf, site Waves, entre outros.


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