Travessia do Pacífico a nado | Furacões desafiam Ben Lecomte

Francês Ben Lecomte que quer atravessar o oceano Pacífico a nado tem sofrido com a temporada de tufões na costa do Japão, mas segue firme em seu propósito
Ben Lecomte segue firme em seu prpósito de atravessar o Pacífico a nado, apesar dos furacões. Foto: Reprodução/ The Swim

Firme em seu propósito de quer atravessar o Oceano Pacífico nadando, o francês Ben Lecomte tem sofrido com a temporada de tufões na costa do Japão.

Acompanhado de sua equipe de apoio, Lecomte deu suas primeiras braçadas na Baía de Tóquio no início de junho. Seu objetivo é nadar durante 180 dias, ao longo dos nove mil quilômetros pelo oceano Pacífico até alcançar Los Angeles (EUA).

A travessia, batizada de “The Swim“, tem como objetivo de alertar a população mundial sobre o problema da poluição plástica nos oceanos, e nesses dois meses de expedição, sua equipe tem registrado uma quantidade alarmante de plástico no mar, todos a bordo estavam mais determinados do que nunca a continuar com o ambicioso desafio.

Eles coletam dados e amostras para pesquisas sobre o impacto da poluição plástica no oceano e esperam que seus esforços possam esclarecer a vastidão da contaminação por plásticos nos oceanos e inspirar mudanças nos hábitos dos consumidores.

Lecomte é acompanhado por uma equipe multidisciplinar de cientistas que estão avaliando a capacidade física do nadador e a poluição do oceano. Foto: Reprodução/ The Swim

“O plástico que encontramos varia de garrafas e baldes a sapatos e embalagens de alimentos”, disse Lecomte. Definitivamente encontramos mais do que todos esperávamos. Vimos muita poluição flutuando na superfície e vejo muito flutuando logo abaixo da superfície”.

No entanto, os fortes tufões que tem atingindo a costa japonesa nas últimas semanas obrigaram a equipe a recolher Ben na embarcação e procurar um local seguro para aguardar condições seguras para que o francês retomasse o desafio. Fato esse que tem atrasado os planos da equipe.

Na quarta-feira passada, Lecomte pulou de volta para a água em seu último ponto de GPS, onde continuou seu desafio, nadando 26,87NM em seu primeiro dia de volta ao oceano.

Um exemplo das amostras de micro lixo plástico que estão sendo coletadas no oceano pelos cientistas que acompanham o francês. Foto: Reprodução/ The Swim

O contratempo do tempo não amorteceu o espírito de Ben. “É sempre um revés sempre que sou interrompido. Mas quando o tempo é a causa, não há nada que eu possa fazer sobre isso”, disse Lecomte. “Eu não tenho nenhum controle sobre isso, então eu não deixo isso me afetar”. No momento, estou ansioso para voltar à água e retomar a natação.

Entre os equipamentos usados por Lecomte estão uma roupa de borracha, um monitor cardíaco, uma pulseira que serve de repelente para afastar os tubarões e um dispositivo que calcula os níveis de radioatividade da água. Os pesquisadores vão estudar os efeitos da poluição, mas também o efeito do exercício extremo no coração do atleta.

 

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Da Redação

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