A importância de provas longas de prone paddleboard

Eventos como o Kialoa Paddle Challenge mostram que vale a pena investir em provas de longa distância para o prone paddleboard
Um dos pioneiros do paddleboard no Brasil, o baiano Mauricio Abubakir conhece bem o potencial do paddleboar em longas travessias. Foto: Reprodução.

Tradicionalmente os organizadores de eventos, seja no Brasil ou mundo afora, otimizam ao máximo a estrutura do evento para englobar diversas modalidades. No caso das modalidades de remada polinésia, é comum realizar provas de canoa havaiana simultaneamente ao surfski, SUP e prone paddleboard.

No caso especifico do prone, como é uma remada mais rústica, o qual utiliza-se somente os braços, a modalidades foi inserida com sucesso nos festivais esportivos como Aloha Spirit Festival, The King of Paddle, VAA SUP Cup, e, mais recentemente, no Rei & Rainha do Mar da Bahia. De maneira inteligente, os festivais esportivos realizam a prova de prone com curta distância, criando oportunidade para novos adeptos e ao mesmo tempo promovendo disputas entre os principais atletas da modalidade.

Porém, analisando as provas internacionais, fica claro que é interessante realizar travessias oficias de longa distância no Brasil. Travessias que requerem estratégias de suplementação, navegação e horas de remadas.

Fabiano Faria durante o Rei de Búzios 2017. Foto: Reprodução.

Logicamente que muitos atletas de prone se aventuraramm em provas não oficiais no passado, como o caso de Patrick Winkler que remou no W2 Downwind do Ceará em 2016 , Fabiano Faria, que remou no Rei de Buzios em 2017, ou o Desafio Travessia Salvador Morro de São Paulo com a participação dos principais remadores da Bahia (liderados por Mauricio Abubakir).

Mas fato é que as travessias de longa distância já estão na mira dos “brazucas”. O Rei de Búzios  Inspirou-se no formato do ISA World SUP and Paddleboard Championship (campeonato mundial da modalidade que também seria realizado na cidade, mas que infelizmente foi transferido para a China), inserindo oficialmente o prone na dura prova de 16 km de percurso que terá nova etapa em novembro de 2018.

KIALOA PADDLE CHALLENGE 2018

Pódio da Prone Paddleboard no KCP realizado no último sábado: Arthur Barone (2º), Patrick Winkler (1º) e Rogerio Melo (3º). Foto: Reprodução.

Neste último final de semana, aconteceu  6º edição do Kialoa Paddle Challenge, na represa Guarapiranga em São Paulo. Uma das provas mais bem organizadas do calendário nacional, organizada pela empresa Boralah (maior importadora de equipamentos de remada Polinésia no país) e que engloba as modalidades: Surfski, OC1, V1, SUP e prone.

No prone paddleboard (segunda edição oficial) a prova foi vencida pelo veterano Patrick Winkler, com novo recorde do evento (2 horas 41 minutos e 44 segundos). Destaque também para os atletas de todas as idades, como o jovem Arthur Barone, de apenas 15 anos, que mora em Camburi de Ubatuba e Rogerio Melo, atleta e preparador físico ligado ao surfe e stand up paddle que tem 43 anos.

As travessias de longa distância já estão na mira dos principais remadores do país, e ao que parece, a intenção é que a partir de 2019, o W2 Downwind (principal prova de downwind do Brasil e também uma das mais famosas do mundo) insira oficialmente o prone paddleboard entre as modalidades.

 

 

 

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Da Redação

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