Mana Brasil mostra a força do Va’a feminino

Mana Brasil em ação. Foto: Carla Falleiros.

Criada em 2012 por Dayone Rossi e Andressa Saboya, que na época haviam parado de remar com suas respectivas equipes de OC6, a Equipe Mana Brasil Va’a surgiu com a união de remadores de diferentes cidades e estados brasileiros. Nomes como Kimi Lokini, Marina e Roberta Filizola, Sara Santos, Gisele (de Bertioga) e Maria Paula, verdadeiras veteranas do va´a feminino. Com o passar dos anos, nomes de peso, como a bicampeã brasileira de SUP race, Lena Guimarães Ribeiro, também integraram o time de remadoras da equipe.

Andressa Saboya conta como surgiu a ideia de fundar a Mana Brasil juntamente com Dayone: “Tínhamos vontade de remar juntas em equipe, pois nossas disputas de oc1 eram emocionantes e de muito respeito e admiração mútua.”, revela.

Dayone já tinha seu clube e suas alunas para formar remadoras, Andressa remava independente e Silvinha foi chamada, pois era forte presença nas provas individuais e também por seu histórico de leme. A intenção era formar uma equipe só para participar do Sul-americano de 2012, na Argentina, sendo que a maioria da recém-formada equipe iria participar da prova individualmente, na OC1 Open. O time seria formado por Dayone, Andressa, Silvinha, Marianna, Alice e Patrícia.

As guerreiras da Mana Brasil comemorando mais um título nacional. Equipe conquistou todos os títulos em 2017 e segue invicta em 2018. Foto: Reprodução.

“Sem treino e apenas com nosso espírito de união e amor pela canoa, conquistamos nosso primeiro título e foi nada menos do que o de equipe vice-campeã do Sul-americano 2012”, conta Andressa.

A partir de então as meninas decidiram manter-se unidas para continuar com a equipe e competir em alto nível mesmo sem patrocínio de verba (até o momento). Mães, mulheres que trabalham, cuidam de suas famílias e, ainda, com integrantes oficiais, como Andressa Saboya, morando em outra cidade, enfim, muitos são os obstáculos, mas a vontade de remar juntas é maior.

A própria Andressa explica essa relação: “Vivemos remando e remamos para viver, cada uma em média 12 anos com a canoa. Estamos juntas há seis anos, e apenas eu sou de outra cidade, mas procuramos sempre dividir despesas para que eu possa ir até Cabo Frio treinar”, conta.

A Mana Brasil não tem um “treinador” propriamente dito, no entanto, essa “ausência” é preenchida pela presença da Dayone, que cumpre o papel de treinadora, capitã e professora de educação física, e da Andressa, que auxilia nas decisões como “co-capitã” dividindo e compartilhando suas experiências, sempre conversando e pensando sobre como tocar a equipe pra frente na atual condição de ser a melhor equipe do Brasil.

Por conta da falta de patrocínio, as meninas batalham para mostrar o potencial brasileiro do va´a em uma competição mundial fora do país, oportunidade que buscam agora com a possibilidade de se classificarem para o Mundial de 2019 na Austrália.

“Temos incentivo de nomes como Américo Pinheiro na parte de treinamento, Marinho Cavaco sempre dando suporte técnico quando pode, Murilo Pinheiro, que foi aluno da escola da Dayone quando adolescente e já deu uma força pra equipe também sendo treinador por pouco tempo antes de ir para São Paulo, e Victor Campanati (marido da Marianna), que nos apoia com as canoas e logística”, esclarece Andressa Saboya.

Mana Brasil em mais um dia de remadas. Foto: Reprodução.

TIME RESERVA E CONVIDADAS

Saboya explica que além do time titular de remadoras da Mana, a equipe conta com a participação de outras remadoras de peso em ocasiões distintas:

“Temos algumas meninas que são reserva e não menos importantes como a Luane, que é aluna da escola da Dayone, mas fez prova com a gente do Aloha Spirit Brasília 2018 e que faz o leme da open nas provas estaduais, nos provando ser uma boa opção para esse banco, remamos também com convidadas como a Jessika Moah, que fez o Sul-Americano no Chile conosco e a prova do Aloha Spirit em Brasília 2018, Babi Brazil, pentacampeã brasileira de SUP race, Lena Guimarães que tem como prioridade o SUP, mas é sempre Mana Brasil, e tivemos a participação de outras meninas que vieram nos ajudar a compor a Mana quando sofremos algum desfalque, como, por exemplo, na época em que nossa Silvinha engravidou e tivemos que mexer na linha da canoa (nas posições de banco), essas meninas nos ajudaram muito como; Sabrina e Danielli do Vitória Va´a, a Viviane de Praia Grande. E sempre vamos tentar integrar alguém que esteja disposta a participar de algumas competições com a nossa equipe e compartilhar nosso Mana.”, explica.

A equipe oficial 2018 open da Mana Brasil é composta por: Dayone Rossi, Andressa Saboya, Marcela Carrocino, Marta Terra, Alice Naciff, Silvinha Hargreaves. A equipe máster oficial 2018 é composta por: Dayone Rossi, Marianna Santa Rosa, Alice Naciff, Marta Terra, Simone Rena, Alisa Lalôr (fora em 2018 por conta de lesão).

Mesmo sendo um time coeso, a Mana Brasil procura dar oportunidade para potenciais talentos do remo feminino: “sempre vamos tentar integrar alguém que esteja disposta a participar de algumas competições com a nossa equipe e compartilhar nosso Mana”, conta Andressa Saboya. Foto: Gilmar Domingues Oliveira.

PRINCIPAIS TÍTULOS DA MANA BRASIL:

Campeã Estadual

Campeã Brasileira

Campeã Sul-americana

Campeã Mundial

Vice Campeã Mundial

Campeã do Aloha Spirit

Todos os títulos 2017 estão com a Mana Brasil e a equipe segue invicta em 2018.

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Da Redação

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