Ele quer atravessar o Oceano Pacífico nadando

Para alertar a sociedade sobre a poluição dos oceanos, Ben Lecomte deu início na última terça-feira ao ousado projeto de atravessar a nado o maior oceano do planeta
Ben Lecomte partiu na última terça-feira do Japão com destino final a costa oeste dos EUA. Ao todo serão 180 dias nadando. Foto: Reprodução.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o nadador francês Ben Lecomte, de 51 anos, deu as primeiras braçadas em um projeto bastante ousado: ser a primeira pessoa a atravessar a nado o Oceano Pacífico. O objetivo é alertar para a poluição ambiental.

Serão oito horas diárias, durante 180 dias, ao longo dos nove mil quilômetros que separam Tóquio (de onde partiu na última terça, 05) até Los Angeles (EUA).

Apesar de nadar sozinho, Lecomte estará acompanhado por mais seis pessoas, transportadas num iate de apoio, onde o nadador irá descansar ao fim das oito horas diárias de percurso.

O francês vai nadar pela chamada “Ilha de Lixo do Pacífico”, caracterizada por águas cobertas de resíduos e plásticos, com o objetivo de alertar para a consciencialização sobre o problema da poluição plástica nos oceanos e o risco que representa a nível mundial.

UMA ILHA DE LIXO DE 80.000 TONELADAS

Ilha de plástico: A equipe de apoio do nadador irá analisar de que forma a poluição provocada por plásticos está afetando os oceanos. Foto: Reprodução.

A equipe de apoio também irá recolher e estudar amostras com ajuda de 12 instituições, incluindo a NASA, a Woods Hole Oceanographic Institution e a Universidade do Texas.

Eles pretendem obter mais dados e informações para analisar de que forma a poluição provocada por plásticos está afetando a cadeia alimentar dos animais marinhos e o equilíbrio dos oceanos.

A “Ilha de Lixo do Pacífico” fica localizada entre a costa californiana e o Havaí. Os estudos indicam que só neste pedaço de oceano, que tem o triplo da dimensão da França, estão cerca de 80.000 toneladas de plástico na superfície, o que constitui a maior acumulação de plástico a nível mundial.

PREPARAÇÃO FÍSICA E MENTAL

Especialistas fazem os últimos exames em Lecomte antes da travessia: “A componente mental é muito mais importante que a física”. Foto: Reprodução.

Entre os equipamentos usados por Lecomte estão uma roupa de borracha, um monitor cardíaco, uma pulseira que serve de repelente para afastar os tubarões e um dispositivo que calcula os níveis de radioatividade da água. Os pesquisadores vão estudar os efeitos da poluição, mas também o efeito do exercício extremo no coração do atleta.

Antes de partir nesta viagem, o atleta praticou diariamente natação em águas abertas e fez exercícios de visualização e dissociação para garantir que está pronto a nível mental.

“A componente mental é muito mais importante que a física”, disse o nadador à BBC News. “É preciso garantir que vou estar sempre pensando em algo positivo”, revelou, acrescentando que “quando não há nada para ocupar a mente, entra-se numa espécie de espiral e aí é que os problemas começam”.

OCEANO ATLÂNTICO A NADO

Em 1998, logo após se tornar a primeira pessoa a atravessar o oceano atlântico a nado. Foto: Reprodução.

Esta não é a primeira vez que Ben Lecomte se aventura pelos oceanos. Em 1998, o nadador foi a primeira pessoa a atravessar o Oceano Atlântico a nado, depois de 6.400 quilómetros percorridos em 73 dias. “Nunca mais”, foram as últimas palavras de Ben quando chegou a França, disse numa entrevista a Oprah Winfrey. No entanto, o tempo mudou suas ideias: “Três ou quatro meses depois já estava a pensar na próxima aventura”.

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Da Redação

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