Aloha Spirit Festival: Quem serão os campeões de 2018?

Etapa de Brasília do Aloha, válida pelo Brasileiro de SUP, seletiva para o Desafio de Alcatrazes de Natação, além de um verdadeiro “tira-teima” entre os atletas de va’a, agita a comunidade dos water sports e lança a pergunta no ar: quem serão os campeões de 2018?

Grandes nomes do esporte são atraídos pelo Aloha Spirit Festival, que por ser o maior festival de esportes aquáticos da América Latina, atrai cada vez mais a atenção de vários veículos de mídia, tanto especializada, quanto da chamada “grande mídia”. Foto: Ale Socci.

A etapa de Ilhabela do Aloha Spirit Festival já deixa saudade. Quem pôde acompanhar o evento, seja da arena montada na praia ou pela transmissão ao vivo, testemunhou um verdadeiro show de esportes de água protagonizado por competidores divididos em seis modalidades distintas.

O evento, que tem um inegável caráter festivo, é marcado também pela presença de atletas de alto nível cuja presença abrilhanta ainda mais as disputas. Mas tem mais um fator que faz este circuito tão especial. A conquista do título do Aloha em 2018 será feita no ano em que o festival completa dez anos de existência. E isso tem atraído cada vez mais a atenção de outros veículos de comunicação, que normalmente não dão muito espaço para modalidades como o SUP, va’a ou paddelboard, por exemplo.

O Aloha Spirit Festival entrou na pauta de emissoras de Tv, jornais de grande circulação e cronistas esportivos. No centro de tudo isso estão os atletas, e possivelmente ai está a razão pela qual vemos cada vez mais grandes nomes do esporte competindo no evento, pois eles, mais do que ninguém, sabem da importância que o retorno da divulgação de seus resultados em diversas mídias é importante para seus patrocinadores.

Mas vamos aos personagens centrais dessa festa!

NATAÇÃO

As provas de natação do Aloha estão cada vez mais fortes. Foto: Ale Socci.

As provas de natação em águas abertas tem sido uma grata surpresa. A cada ano, mais e mais nadadores fazem questão de fazer parte do festival, que por sua vez oferece uma atmosfera bem diferente das provas tradicionais, com o espírito aloha!

Ora, se o havaiano Duke Kahanamotu, medalhista olímpico e um dos maiores nadadores de todos os tempos, é também considerado o “pai” do surfe moderno, nada mais justo do que resgatar essa essência espiritual às provas de natação!

Mas é claro que outros fatores também tem grande influência no fortalecimento da natação no Aloha. Principalmente o fato de que o circuito servirá de seletiva para o Desafio de Natação da Ilha de Alcatrazes dando aos 100 primeiros colocados no ranking dos 3.800 m o direito de participar dessa prova histórica.

Thais Fernandes Sant’ana e Artur Pedroza lideram essa corrida, mas ainda tem muita água para ser nadada!

VA’A

O retorno triunfal da equipe Taho’e bota lenha na fogueira do cenário cada vez mais competitivo da OC6 nacional. Foto: Carla Falleiros.

João Castro, idealizador do Aloha Spirit, não esconde de ninguém o imenso carinho que tem pela modalidade. Também, pudera! Foi com a canoagem polinésia que tudo começou, e desde então a modalidade sempre se fez presente em todas as edições atraindo os mais importantes remadores e equipes da modalidade.

O Aloha Brasília, mesmo não sendo uma prova oficial, atrairá os maiores nomes da modalidade e equipes de peso, que encontrarão nas águas de Paranoá as condições ideias para testarem suas habilidades antes do Brasileiro e do Sul-americano de Va’a que acontecerá em novembro, em Cabo Frio.

Em Ilhabela tivemos disputas épicas e a volta da equipe Taho’e, competindo na categoria “Overall” OC6, possivelmente o ponto alto desta competição, pois colocou ainda mais lenha na fogueira em torno do cenário competitivo desta categoria para além do circuito Aloha Spirit, uma vez que as principais equipes do Brasil marcam presença aqui.

Rogerio Mendes. Foto: Carla Falleiros.

Taho’e foi a primeira colocada, mas batalhou duro contra a Base Alpha de Ilhabela, indiscutivelmente a força emergente mais poderosa entre as novas equipes de va’a.

Outro ponto interessante na overall, foi a equipe “B” da lendária SAMU, terceira colocada. O “B”, no caso, é uma designação especificar de que trata-se de uma formação não oficial da SAMU. Porém, e ai está mais um ponto bem interessante, uma oportunidade única que a equipe tem para testar como outros remadores do clube se sairão em uma competição de alto nível.

Entre as mulheres, é preciso destacar também a vitória da equipe Mana Brasil, que vem se consolidando como grande força nacional da OC6, mas, com a equipe Vênus, na segunda colocação e a equipe Musa, em terceiro, também chegando junto e sempre dando trabalho!

Já os Masters, que são uma grande força do festival, uma briga muito boa entre a Base Alpha, em primeiro, e AVA Canoeiros do Paranoá, em segundo, cruzando a linha de chegada com menos de um minuto de diferença, mostrou o quão competitiva é a categoria. Lembrando que a terceira colocada, a Mauna Loa, chegou, por sua vez, a menos de um minuto da vice-campeã. Entre as mulheres, a Canui novamente mostrou sua força para conquistar a liderança seguida pela Honu, em segundo, e Base Alpha em terceiro.

Raquel Daoud. Foto: Carla Falleiros.

No Super Master de OC6 a galera também está remando muito. Nove equipes no total com a vitória do clube Equilo Va’a, no masculino, e no feminino, que contou com a participação de sete equipes, vitória do clube Mulheres do Mar.

Completando a festa entre os clubes, a categoria Mista, vencida pela Canui/ Ava, e Estreantes, vencida pelo clube Mauna Loa, tanto no feminino, quanto no masculino.

Nas categorias individuais, Monica Pasco e Rogério Mendes mais uma vez mostraram sua força em uma prova de nível técnico altíssimo, cuja largada contou com 70 canoas OC1 (fora as outras canoas OC2 e V1).

Vale destacar que tanto Rogério, quanto Milena, competem na Master, e conquistaram, de quebra, o título da categoria.

Nas divisões por idade, Daniel Campos (vice-campeão na Overall) e Thassia Marques ficaram com o título entre os remadores até 39 anos, Regina Destefani e Claudio Chain ficaram com a primeira colocação na Super Master.

A OC2 está muito forte em 2018. Foto: Carla Falleiros.

Entre as 32 duplas que competiram na OC2, Itamar e Nicolas foram os primeiros a cruzar a linha de chegada entre os homens, enquanto Viviane Vaz e Rayssa Correa formaram a dupla campeã entre as mulheres. Já na categoria mista, a vitória ficou com Murilo e Yasmin.

Na V1, Paulo dos Reis e Raquel Daoud foram os grandes campeões, enquanto André dos Santos Prates ficou com o título da V1 paravaa.

STAND UP PADDLE

Atual campeão brasileiro Guilherme dos Reis (foto) travou um duelo emocionante contra Luiz Guida Animal pelo título da primeira etapa. Foto: Carla Falleiros.

A categoria com o maior número de inscritos no festival novamente fez jus à fama e apresentou ao público uma incrível largada na etapa de Ilhabela. Foram cerca de 400 pranchas na água comandadas por competidores divididos em 30 categorias.

Na Profissional 12’6”, que reuniu boa parte da elite nacional do SUP Race, o título da etapa foi decidido através da somatória de resultados entre as provas de longa distância (9 km) e Race Técnico.

Entre os homens, o título ficou com Guilherme dos Reis, “prata da casa” que conquistou a segunda colocação na prova de longa, vencida por Luiz Guida “Animal”, que somada à sua vitória na prova técnica lhe garantiu a pontuação necessária para conquistar a etapa.

Lena Guimarães. Foto: Carla Falleiros.

Já entre as mulheres, Lena Guimarães mostrou que está vivendo uma grande fase vencendo de forma convincente em ambas as provas.

Agora, com a confirmação de que a etapa de Brasília será válida pelo Brasileiro de SUP veremos em Brasília a nata do esporte brigando pelos dois títulos nacionais de maior prestígio da atualidade.

PADDLEBOARD

Sinara Britto. Foto: Carla Falleiros.
Marçal Leme Da Costa. Foto: Arquivo pessoal.

Cada vez mais forte no festival, o paddleboard é uma modalidade que inclusive cresceu muito graças à exposição que teve no Aloha Spirit Festival, sem sombra de dúvidas o evento de grande porte que mais deu espaço para esse esporte.

Após a grande surpresa em Ilhabela, com a eliminação do favorito, Patrick Winkler, que foi desclassificado por não estar usando o leash obrigatório, tivemos a vitória de Jader Andrade, promessa do paddleboard brazuca, chegando à frente de Claudio Britto, um dos grandes nomes desse esporte no Brasil.

No feminino a veterana Sinara Britto, que é esposa de Claudio, reinou mais uma vez conquistando a primeira colocação seguida por Tathyana Antonii.

Falando em paddleboard, impossível não citar a espetacular participação dos paraatletas nesta categoria, que é um reflexo do espírito de inclusão que está no DNA do Aloha Spirit Festival.

Destaque especial para superatleta Marçal Leme da Costa, primeiro colocado na categoria, seguido por Rafael Oliveira Souto, na segunda colocação e Cesar Augusto Palacio, em terceiro. Ao todo, seis paraatletas cruzaram a linha de chegada, dando um verdadeiro exemplo de superação ao público.

SURFSKI

Celso Dias de Oliveira. Foto: Carla Falleiros.

Cada vez mais popular entre os apreciadores da canoagem oceânica, o surfski cresce em todo Brasil e com o Aloha não seria diferente.

A prova de Ilhabela contou com grandes nomes da modalidade e a participação de 35 remadores em embarcações individuais e em dupla. Destaque a para a “legend” Carmen Lucia da Silva, campeã entre as mulheres e indiscutivelmente um dos maiores nomes de todos os tempos da canoagem oceânica feminina no Brasil. Entre os homens, Celso Dias de Oliveira foi o primeiro remador de surfski a cruzar a linha de chegada. Já nas duplas, Clodoaldo e Edmar foram os primeiros colocados.

APNÉIA

Apneia: aqui, literalmente, quem tiver mais fôlego, leva! Foto: Ale Socci.

Competição de Apneia Estática Aloha Spirit atraiu grande atenção, sobretudo de atletas de outras modalidades, afinal, “fôlego” é o que não falta aos competidores dessa categoria.

Quatro minutos e 15 segundos foi o tempo em que Sebastião Pereira de Almeida permaneceu imerso na piscina projetada para os competidores da prova no Aloha. Nessa categoria de apneia, ganha quem ficar por mais tempo mergulhado na superfície da água. Concentração é, portanto, fundamental.

Entre as mulheres, vitória de Ana Julieta Ratzka com o tempo de dois minutos e 18 segundos.

TRIATLO WATERMAN

Alto astral, camaradagem e competitividade, marcas registradas do Triatlo Waterman. Foto: Carla Falleiros.

Por fim, uma das provas mais emocionantes do festival: o Triatlo Waterman, que reuniu grandes nomes de diversas modalidades para testarem suas habilidades em três delas: SUP, paddleboard e natação.

Entre os homens, a vitória ficou com Rogério Mendes, que após o título na OC1, mostrou que estava com fome de pódio. Mas a primeira colocação não veio fácil e a briga entre Rogério, Patrick Winkler, segundo colocado, e Tiago Nobuyuki Sato, terceiro colocado, foi de menos de um minuto de diferença!

Já entre as mulheres, outra competidora, assim como Rogério, fez “dobradinha de pódio”. Após vencer no paddleboard, Sinara Britto novamente conquistou a primeira colocação com o título da prova do Triatlo Waterman. Na segunda colocação, outra fera, só que do SUP e V1, Raquel Daoud, que deu muito trabalho a Sinara.

QUEM SERÃO OS CAMPEÕES DO ALOHA?

Agora restam mais duas etapas e os dados já foram lançados. Porém, ainda é muito cedo para qualquer prognóstico preciso. Certo é que as próximas etapas reservam muita emoção e disputas acirradas.

O Aloha Spirit Brasília está marcado para acontecer entre os dias 22 e 24 de Junho no Pontão do Lago Sul às margens do Lago Paranoá.

Façam suas apostas! Quem serão os campeões do Aloha Spirit Festival em 2018?

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Da Redação

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