Rivalidade histórica no VISA 2018

Atual tricampeã e detentora do recorde do Desafio Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas, a equipe Samu não terá vida fácil nesta edição do desafio. Foto: Ivan Sorti.

Uma é a atual tricampeã e detentora do recorde. A outra já faturou o título seis vezes. Novamente a Samu Team Brazil, de São Paulo, e a TriboQPira, de Santos, devem protagonizar um duelo emocionante no , a principal disputa da modalidade no País, que reunirá 33 equipes no dia 10 de março. A prova terá largada e chegada na Praia da Aparecida, em Santos, e os atletas remarão 75 quilômetros ininterruptamente, em trechos de mar e rio, circundando a ilha onde fica a cidade de Guarujá.

Com experiência internacional, inclusive na emblemática Molokai-Oahu, no Havaí, e atual vencedora com o recorde de 5h51min12s, a Samu terá atletas experientes, como Sergio Prieto, Rafael Leão (que competem desde a edição inicial), Luiz Guida, Dave Macnight e Allan Reynol. “Sempre entramos com o objetivo de vencer, nos superar”, afirma  Prieto.

TriboQPira terá a seu favor além do conhecimento local, reforços de peso para seu time. Foto: Ivan Sorti.

Já a TriboQPira quer recuperar o primeiro lugar “em casa” e tem a vantagem de competir com atletas que conhecem muito bem o percurso. O time é comandando pelo experiente Felipe Neumann e tem como um dos principais nomes Celso Filetti, que aos 53 anos segue competindo firme entre os grandes nomes do remo polinésio do País. Nesta edição, a equipe terá o importante reforço do canoísta Rogério Mendes, hoje considerado um dos melhores atletas da modalidade no Brasil. “Com certeza, será mais uma disputa muito forte, emocionante e de garra’, fala Celso.

EQUIPES NOVAS PODEM SURPREENDER

Base Alpha, de Ilhabela (SP), que travou uma disputa acirrada contra a Samu pela primeira colocação do Desafio Salvador – Morro de São Paulo, é um exemplo de que os novos clubes estão chegando forte ao cenário nacional da va’a. Foto: Fabio Mota.

Mesmo que a tradição e os números coloquem TriboQPira e Samu em uma posição de destaque, o crescimento e profissionalização do va’a em todo Brasil é uma realidade e as equipes estão cada vez mais organizadas e competitivas. A prova disso foi a emocionante disputa entre Base Alpha, de Ilhabela, um clube com pouco mais de dois anos de idade e a veterana Samu pela primeira colocação no Desafio Travessia Salvador – Morro de São Paulo, realizado no início desse ano em Salvador (BA).

Fatos como esse fazem com que esta edição seja mais emocionante ainda. No total, serão 33 equipes competindo, vindas de vários estados, como Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, e o organizador do evento, Fábio Paiva, comemora o crescimento contínuo da modalidade. “Ano passado tivemos 30 canoas e esse ano serão 33. Só não teremos mais porque encerramos as inscrições, para que toda a logística seja muito bem planejada. Teremos mais de 600 pessoas no mar, envolvidas diretamente com a prova”, comenta.

 

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